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Política

Hugo Motta proíbe comissões da Câmara de fazerem homenagem a Bolsonaro

O ato ainda não foi publicado no Diário da Câmara, mas foi confirmado pela presidência da Casa
Redação
22/07/2025 | 11:20

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu nesta terça-feira 22 a realização de reuniões de comissões na Câmara dos Deputados.

O ato ainda não foi publicado no Diário da Câmara, mas foi confirmado pela presidência da Casa.

Hugo Motta proíbe comissões da Câmara de fazerem homenagem a Bolsonaro
Comissão de Segurança Pública exibia placa com nome de Jair Bolsonaro nesta terça-feira - Foto: X / Reprodução

Duas comissões presididas por parlamentares do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, convocaram reuniões deliberativas para esta terça com moções de apoio político a Bolsonaro na pauta.

A oposição também confirmou o cancelamento das reuniões e criticou a decisão de Motta.

Mesmo diante do impedimento de realizar as comissões, um grupo de parlamentares da Comissão de Segurança Pública se reuniu e exibiu uma placa de moção de apoio em homenagem ao ex-presidente.

“É uma decisão que nos impede de manifestar nossa opinião, nossa palavra”, afirmou o presidente da Comissão de Segurança, deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que sustentou a existência de quórum para realizar a reunião.

Já o deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, afirmou que a oposição está empenhada em mobilizar a militância para se manifestar nas ruas, além de acionar organismos internacionais em defesa de Bolsonaro.

“Apesar de o Congresso estar no chamado recesso branco, nós não teremos recesso. Nós voltaremos às nossas bases e falaremos como a militância para mobilizar o povo para se manifestar nas ruas”, mencionou.

O líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS) também criticou a decisão de Moraes sobre as restrições impostas ao ex-presidente. “Não pode sequer usar redes sociais e sair de casa à noite, como um criminoso”, ponderou.

Bolsonaro era esperado

Mesmo com restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como proibição de postar nas redes sociais, uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno, Jair Bolsonaro era esperado nesses atos da oposição na Câmara.

Contudo, nesta manhã, Bolsonaro foi visto entrando na sede do Partido Liberal (PL), na Asa Sul, em Brasília.

O líder do PL, Sóstenes Cavalcante disse que pediu a Bolsonaro para não ir ao Congresso nesta terça.

Ainda segundo Cavalcante, os advogados do ex-presidente vão questionar a decisão de Moraes desta segunda 21 sobre publicação de trechos de entrevistas nas redes sociais.