BUSCAR
BUSCAR
Investimento

Grupo potiguar A. Gaspar invade a praia de João Pessoa, na Paraíba

Em plena pandemia, donos do Ocean Palace arrematam em leilão um dos mais festejados hotéis brasileiros nas costas da Paraíba e prometem reconstruir tudo, num negócio que agitou o segmento do turismo no Brasil
Marcelo Hollanda
06/02/2021 | 07:35

Em plena pandemia, donos do Ocean Palace arrematam em leilão um dos mais festejados hotéis brasileiros nas costas da Paraíba e prometem reconstruir tudo, num negócio que agitou o segmento do turismo no Brasil.

Nesta segunda-feira 8, o grupo potiguar A. Gaspar depositou 6 milhões para pagar os 10% de entrada, incluindo 3% ao leiloeiro, pela compra do icônico Hotel Tambaú, de João Pessoa, na Paraíba. O leilão, cujo valor inicial de R$ 131,9 milhões baixou para 65 milhões, foi arrematado esta semana pelos donos do Ocean Palace, de Natal, por R$ 40,6 milhões a serem pagos em 80 parcelas mensais.

Grupo potiguar a. gaspar invade a praia de joão pessoa, na paraíba
Investimento fica na costa da Paraíba - Foto: Reprodução

O plano é investir até o dobro desse valor – entre 60 a 80 milhões – em obras para tirar o Tambaú das três estrelas para o esplendor das 5 estrelas.

Segundo o diretor do Ocean Palace, Ruy Gaspar, a reconstrução será total e compreenderá todo o parque aquático – inclusive criando outro equipamento desses só para crianças – , novos restaurantes, novos apartamentos, nova fachada, tudo.

“Quem já se hospedou no Ocean em Natal sabe o que esperar: outro Ocean em João Pessoa e a minha única dúvida é saber se a marca (Ocean) estará no começo ou no meio no nome do novo hotel”, afirmou Rui nesta sexta-feira ao Agora RN.

Desde que a compra foi sacramentada, na última quarta-feira 3, as redes sociais do empresário não param de receber mensagens de todo o País.

Compreensível, diz ele, já que, segundo várias pesquisas, o Tambaú é o segundo complexo hoteleiro mais conhecido do Brasil depois do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, que dispensa apresentações.

De propriedade da Rede Tropical de Hotéis, da Varig, que entrou com pedido de falência em 2006, o hotel paraibano, cravado na praia que leva o mesmo nome, em João Pessoa, a despeito de maltratado por 40 anos de uma existência nem sempre zelosa, é um prodígio da natureza em seus 38.200 m² de área total e 12 mil m² de área construída.

Para Rui Gaspar, cuja família se estabeleceu no ramo da construção pesada, mas que teve por muitos anos a atividade hoteleira como seu principal negócio, a aquisição do Hotel Tambaú, em plena pandemia do novo coronavírus, não assusta.

“Como eu gosto de dizer, hotel é como bicicleta, se você não pedala, cai. E, além do mais, empreender sempre foi um risco no Brasil de tanta insegurança jurídica”, lembra o empresário, que foi secretário estadual de Turismo durante a gestão do ex-governador Robinson Faria.

Há uma expectativa é que ainda neste primeiro semestre o hotel volte a funcionar, mas ainda é prematuro colocar uma data. Sob responsabilidade da Justiça do Rio de Janeiro, desde que fechou as portas no ano passado, por causa da pandemia, o Tambaú, mesmo maltratado por anos de má conservação, manteve impecável o serviço, sendo muito bem avaliado pelos hóspedes.

“Não é pé na areia, não. O mar vem até embaixo do quarto na maré alta. O serviço é muito bom, os funcionários são muito atenciosos. A piscina é grande e muito bonita e o café da manhã é bem servido. Há bons restaurantes a pouca distância”, diz a mensagem de um cliente postada em junho de 2019 no Onfly, uma plataforma ‘ponta a ponta’ para gestão de viagens para empresas.

Outra mensagem de quem passou por lá não esconde o encantamento com o serviço, da tapioca feita na hora, a despeito da falta de conservação das instalações em alguns pontos.

“O atendimento é muito bom da equipe inteira, a área externa do hotel é bem preservada (jardins, piscina, lob). O café da manhã é Ok (…) A área das redes com vista pro mar também poderia ser reformada e dar uma melhorada, elas não são confortáveis e há goteiras por lá. No geral a hospedagem foi boa, acordar com a vista para o mar ou para aqueles jardins foi muito agradável, o café da manhã para mim foi o suficiente por mais que não impressione, o quarto estava confortável e não tinha cheiro de mofo, era amplo e limpo. O serviço do hotel funciona bem, solicitei alguns serviços de lavanderia e fui prontamente atendida. Voltaria, pois esse local remete bem a sensação de férias!”.

Então, esperem para quando o Ocean transformar o Tambaú em… Ocean.

NOTÍCIAS RELACIONADAS