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Pantanal
Governo federal oferece ajuda para conter queimadas, confirma Rogério Marinho
Marinho também informou que a situação já é monitorada através da Defesa Civil Nacional. Desde o dia 2 de setembro, segundo ele, recursos federais estão sendo liberados para combate ao fogo no Pantanal. "A orientação é não faltar meios para debelar o fogo que ameaça o Pantanal", afirmou
Redação
13/09/2020 | 12:07

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, confirmou a ajuda do governo federal ao combate de focos de incêndio na região do Pantanal. O anúncio foi feito no sábado 12 em mensagem publicada no Twitter.

Segundo Marinho, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, estará neste domingo 13, às 15h, na região do Pantanal. A cidade ou local não foi especificado, mas é esperado que Alves visite áreas queimadas.

Marinho também informou que a situação já é monitorada através da Defesa Civil Nacional. Desde o dia 2 de setembro, segundo ele, recursos federais estão sendo liberados para combate ao fogo no Pantanal. “A orientação é não faltar meios para debelar o fogo que ameaça o Pantanal”, afirmou.

A região atualmente conta com 80 viaturas e 600 brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, concedeu uma entrevista ao deputado Eduardo Bolsonaro no YouTube ontem e reconheceu que há muito fogo no Pantanal, mas atribuiu o descontrole a “questões ideológicas”. 

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que entre janeiro e agosto deste ano foram registrados 10.153 focos de incêndio no Pantanal — número superior ao total registrado entre 2014 e 2019 (10.048).

A fumaça, o calor e a baixa umidade exigem que a população redobre os cuidados com a saúde. Especialistas recomendam que as pessoas bebam bastante água, deem preferência a alimentos saudáveis, pouco gordurosos, lavem narinas e olhos com soro fisiológico, utilizem umidificadores se necessário e evitem atividades físicas durante as horas mais quentes do dia.

Mato Grosso do Sul

A estiagem e os incêndios que há mais de meses destroem o Pantanal vêm alterando a paisagem no Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso. Em meio a mais severa seca das últimas décadas, cursos d’água estão secando, enquanto nuvens de fumaça encobrem a paisagem.

O gerente de Recursos Hídricos do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Leonardo Sampaio, apresentou dados que sugerem que, em breve, os principais rios que cortam o território sul-mato-grossense atingirão os níveis mais baixos dos últimos cinco anos.

Além do Rio Paraguai, que, segundo o Imasul, apresenta baixos níveis ao longo de toda sua extensão estadual, os rios Miranda, Aquidauana (ambos na bacia do Rio Paraguai), além do Pardo (na bacia do Rio Paraná), já sofrem com a escassez de chuvas. E devem continuar secando pelas próximas semanas.

Segundo o centro estadual de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec/MS), não há expectativa de chuvas até pelo menos o próximo dia 19, quando pancadas d’água podem atingir parte do estado, embora em proporções insuficientes para elevar o nível dos rios.

Os incêndios também ameaçam importantes sítios arqueológicos existentes no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, entre as cidades sul-mato-grossenses de Costa Rica e Alcinópolis. Desde o início da semana, oito bombeiros e voluntários tentam conter as chamas que, até sábado (10), tinham destruído cerca de 8,9 mil hectares de vegetação típica do Cerrado, sendo 4,5 mil hectares dentro do parque estadual, e pouco mais de 4 mil em propriedades rurais vizinhas à unidade de conservação administrada pelo Imasul.

Mato Grosso

A navegabilidade e o abastecimento hídrico preocupa também os moradores de Mato Grosso. Em Cáceres (MT), a prefeitura alertou os donos de embarcações para o risco do rio secar nos próximos dias, bloqueando a ligação com o Rio Paraguai e deixando encalhados os barcos que não tiverem deixado o local.

Também no município, as chamas destruíram, na sexta-feira (11), um prédio desativado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e mataram, na quarta-feira (9), o zootecnista Luciano da Silva Beijo, 36 anos. Segundo a Associação Brasileira de Zootecnistas, ele foi atingido enquanto tentava conter o avanço do fogo na fazenda onde trabalhava e teve quase 100% do corpo queimado.

Em outra região do Mato Grosso, na Serra do Parecis, a cerca de 242 quilômetros da capital, Cuiabá, há quase uma semana bombeiros tentam apagar um incêndio de grandes proporções. Nem o apoio de produtores rurais e de moradores da região tem sido suficiente para impedir que as chamas se espalhem rapidamente pela vegetação seca, em meio a áreas de difícil acesso.

*Com informações da CNN

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