O deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN) negou nesta segunda-feira 14 as acusações feitas pelo deputado André Janones (Avante-MG), que o responsabiliza por agressões físicas e importunação sexual ocorridas durante uma confusão no plenário da Câmara dos Deputados na última quarta-feira 9.
Gonçalves classificou as acusações como “caluniosas” e afirmou que Janones tenta desviar o foco da denúncia apresentada contra ele pela Mesa Diretora da Câmara ao Conselho de Ética.

“Esse deputado desqualificado tem me acusado e acusado outros parlamentares de forma caluniosa. Na verdade, ele só aparece no plenário para atrapalhar e tumultuar”, disse Gonçalves em vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ele, a Mesa Diretora solicitou ao Conselho de Ética a suspensão de Janones por seis meses, e o julgamento do caso deve ocorrer nesta terça ou quarta-feira.
Na quarta-feira 9, Janones publicou em suas redes sociais que havia sido agredido fisicamente por um grupo de parlamentares bolsonaristas no plenário da Câmara.
“Sozinho, fui cercado por 12 deputados que tentaram me intimidar para que eu não criticasse o deputado Nikolas Ferreira enquanto ele discursava na tribuna. Como não tenho medo e sei jogar o jogo deles, partiram para a agressão física na tentativa de me calar — mas não conseguiram”, escreveu o deputado mineiro.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, Janones aparece sendo empurrado ao tentar gravar uma selfie durante o discurso de Nikolas Ferreira. O parlamentar também acusa os deputados Gonçalves, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Giovani Cherini (PL-RS) e Rodolfo Nogueira (PL-MS) de agressões. Ele registrou boletim de ocorrência e fez exame de corpo de delito. No documento, afirma que sofreu empurrões e teve as partes íntimas apalpadas por alguns parlamentares, identificando Gonçalves como um dos envolvidos.
Gonçalves, no entanto, afirmou que Janones está “tentando tirar o foco” da denúncia de quebra de decoro parlamentar feita contra ele. “Agora, para tirar o foco, ele está tentando acusar caluniosamente a mim e a outros colegas. Mas eu creio que, se Deus quiser, vai ser feita justiça”, afirmou.