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Decisão

‘Gatinha da Cracolândia’: Justiça nega liberdade para suspeita presa por tráfico de drogas

Lorraine Cutier Bauer Romeiro, de 19 anos, está detida desde julho; a investigação quer esclarecer se ela tem ligação com facção paulista
O Globo
29/09/2021 | 15:54

A Justiça de São Paulo negou nesta terça-feira um pedido de liberdade feito pela defesa de Lorraine Cutier Bauer Romeiro, de 19 anos. Presa desde 22 de julho, ela ficou conhecida como “Gatinha da Cracolândia”.

Na decisão, o juiz Gerdinaldo Quichaba Costa, da 13ª Vara Criminal de São Paulo, justifica a negativa com o argumento de que ainda estão presentes os requisitos exigidos para uma prisão preventiva.

‘gatinha da cracolândia’: justiça nega liberdade para suspeita presa por tráfico de drogas
Lorraine Bauer foi presa por tráfico de drogas Foto: Reprodução
Lorraine Cutier Bauer Romeiro, de 19 anos, conhecida como 'Gatinha da Cracolândia' Foto: Reprodução
Lorraine Cutier Bauer Romeiro, de 19 anos, conhecida como ‘Gatinha da Cracolândia’ Foto: Reprodução
Lorraine Bauer foi presa por tráfico de drogas Foto: Reprodução
Lorraine Bauer foi presa por tráfico de drogas Foto: Reprodução
Lorraine Bauer foi presa em Barueri quando estava na casa do namorado Foto: Reprodução
Lorraine Bauer foi presa em Barueri quando estava na casa do namorado Foto: Reprodução
Lorraine Bauer, a 'Gatinha da Cracolândia', lucrava em média R$ 6 mil por dia com venda de drogas Foto: Reprodução
Lorraine Bauer, a ‘Gatinha da Cracolândia’, lucrava em média R$ 6 mil por dia com venda de drogas Foto: Reprodução

“Especialmente, a garantia da ordem pública, uma vez que a acusada foi presa em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, sendo que já respondia outro processo em relação ao mesmo delito”, escreve o magistrado.

Costa também negou a conversão da prisão preventiva em domiciliar. De acordo com o juiz, “a denunciada descumpriu o mesmo benefício em outro processo recentemente” e por esse motivo não poderia conceder o benefício.

Lorraine foi presa em flagrante na região conhecida como Cracolândia, em São Paulo. As investigações procuram esclarecer se ela tem ligação com uma facção paulista.

Segundo a Polícia Civil, Lorraine lucrava, em média, R$ 6 mil por dia com o tráfico de drogas na região central de São Paulo. Ela pegava um quilo por cerca de R$ 21 mil e vendia por até R$ 35 mil.

Ainda segundo a Polícia Civil, Lorraine era uma das chefes do tráfico na cracolândia. Para não chamar a atenção no local, ela usaria roupas escuras e um chapéu ou um capuz.

Procurada pelo GLOBO, a defesa de Lorraine não quis comentar a decisão.