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Paralisação
Funcionários dos Correios no RN suspendem serviços por tempo indeterminado
Trabalhadores são contra a privatização da estatal, reclamam do que chamam de "negligência com a saúde" na pandemia e pedem que direitos trabalhistas sejam garantidos
Redação
18/08/2020 | 18:47

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve em todo o país na noite de segunda-feira (17). De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentec), não há prazo para o fim da paralisação.

Em Natal, os grevistas promoveram atos em diversas agências da empresa ao longo do dia.  Houve ato em frente ao Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) na Avenida Hermes da Fonseca, na Zona Leste de Natal.

Os trabalhadores são contra a privatização da estatal, reclamam do que chamam de “negligência com a saúde dos trabalhadores” na pandemia e pedem que direitos trabalhistas sejam garantidos.

A Fentec afirma que, desde julho, os sindicatos tentam dialogar com a direção dos Correios sobre estes pedidos, o que, segundo a entidade, não aconteceu.

Os trabalhadores alegam que, em agosto, foram surpreendidos com a revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021.

Mais de 80% dos trabalhadores trabalharam regularmente, aponta Correios

De acordo com a análise dos Correios, a paralisação parcial dos empregados não afeta os serviços de atendimento da estatal. O levantamento parcial, desta terça-feira (18), mostra que 83% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente.

A empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

A rede de atendimento dos Correios está aberta em todo o país e os serviços, inclusive SEDEX e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios.

Reivindicações dos trabalhadores custariam R$ 1 bilhão

Segundo os Correios, a diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações dos trabalhadores custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. “Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida”, avalia

Ainda de acordo com a empresa, os trabalhadores continuam tendo acesso ao benefício do Auxílio-creche, para dependentes com até 5 anos de idade.

Além disso, os tíquetes refeição e alimentação também continuam sendo pagos, conforme previsto na legislação que rege o tema, sendo 22 tíquetes para quem trabalha de segunda a sexta-feira e 26 tíquetes para os empregados que trabalham inclusive aos sábados ou domingos.

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