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Saúde

Fevereiro Roxo reforça alerta para diagnóstico precoce da fibromialgia em Macaíba

Especialista destaca que dor crônica é real e tratamento exige atividade física, cuidado mental e acompanhamento médico
Redação
10/02/2026 | 19:11

Em alusão ao Fevereiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a fibromialgia, o reumatologista Leonardo Hoff, que atua há três anos na Policlínica Dr. Luiz Faustino da Costa, em Macaíba, chama atenção para os desafios no diagnóstico e no tratamento da doença. Segundo ele, embora não seja rara, a condição ainda é cercada por desinformação e subnotificação.

“A fibromialgia é caracterizada por dor crônica difusa, presente por mais de três meses, sem que exista uma lesão específica que justifique essa dor nos braços, pernas ou em outras partes do corpo”, explica o médico. Classificada como dor nociplástica, a enfermidade ocorre quando o cérebro passa a interpretar estímulos dolorosos de forma exagerada, tornando o organismo mais sensível não apenas à dor, mas também à luz, ao barulho e até a determinados medicamentos.

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O reumatologista Leonardo Hoff chama atenção para os desafios no diagnóstico e no tratamento da doença - Foto: Reprodução/instagram Leonardo Hoff

Para o diagnóstico, além da dor persistente, é necessário que o paciente apresente ao menos um de dois sintomas: fadiga moderada a grave ou transtornos do sono também de intensidade moderada a grave. “Muitas pessoas sofrem com dor crônica e a fibromialgia pode estar associada a outras condições, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e doenças autoimunes. É um grupo muito amplo de pacientes”, afirma Hoff.

O especialista ressalta que um dos pontos centrais do tratamento é o reconhecimento da dor. “O paciente precisa saber o que tem e entender que a dor é real. Não é ‘coisa da cabeça’ ou exagero. A dor existe e precisa ser acolhida”, diz. Ele também afasta a ideia de soluções rápidas. “Não existe tratamento milagroso. Não há um único remédio que resolva o problema.”

De acordo com o reumatologista, o controle da fibromialgia está apoiado em três pilares. O principal é a prática regular de atividade física, adaptada à tolerância de cada paciente, já que o sedentarismo tende a intensificar a percepção da dor. O segundo é o cuidado com a saúde mental, com acompanhamento psicológico ou psiquiátrico quando necessário. O terceiro é o tratamento medicamentoso, cujas opções são limitadas e apresentam melhores resultados quando combinadas às mudanças no estilo de vida.

Para o médico, campanhas como o Fevereiro Roxo são fundamentais para ampliar o conhecimento sobre a doença e estimular o diagnóstico precoce, reduzindo o sofrimento e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.