BUSCAR
BUSCAR
Repercussão
Fernando Mineiro rebate críticas do ministro Fábio Faria sobre saída da Petrobras do RN
Secretário estadual de Gestão de Projetos utilizou as redes sociais para rebater as críticas do ministro das Comunicações, Fábio Faria, sobre o processo de venda de ativos da Petrobras no RN
Redação
28/08/2020 | 13:55

O secretário estadual de Gestão de Projetos e Relações Institucionais, Fernando Mineiro, utilizou as redes sociais para rebater as críticas do ministro das Comunicações, Fábio Faria, sobre o processo de venda de ativos da Petrobras no Rio Grande do Norte. O representante potiguar no governo Bolsonaro responsabilizou a governadora Fátima Bezerra (PT) pela saída da empresa estatal da exploração petrolífera na Bacia Potiguar.

“Vocês já notaram que quando Fábio Faria aparece na mídia é só para criticar o governo estadual? Ele apareceu, de novo, tentando jogar a responsabilidade do desmonte da Petrobras no Rio Grande do Norte nas costas do nosso governo. Você acredita? Pois foi assim. Em vez de ele defender os interesses do nosso Estado, ele apareceu fazendo ataques às ações do governo estadual”, disse Fernando Mineiro, em vídeo publicado nas redes sociais.

Esta semana, o ministro das Comunicação disse que a decisão da estatal é técnica e não sofreu interferência do governo federal. “Neste governo liberal, a Petrobras é uma empresa totalmente independente, não está à mercê de interesses de terceiros, não virou puxadinho e nem foi loteada entre grupos políticos”, afirmou. Para ele, a culpada pela saída da Petrobras é a própria administração de Fátima Bezerra. “Na gestão da atual governadora, grandes empresas já deixaram ou ameaçam abandonar o Estado devido à sua incapacidade administrativa, como a Inframerica, que desistiu do Aeroporto de São Gonçalo”, citou.

Animosidade entre Fábio Faria e o governo petista no Rio Grande do Norte ganhou fôlego desde que o potiguar, deputado federal eleito pelo PSD, foi alçado ao cargo de Ministro das Comunicações. Desde então, o Fábio Faria passou a criticar de forma mais veemente a gestão Fátima Bezerra, do PT – partido execrado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Mas, vale lembrar, a relação de Fábio Faria com o PT nem sempre foi de beligerância. Em 2014, nas eleições daquele ano, a aliança entre PT e PSD foi essencial para a vitória do Robinson Faria – pai de Fábio – para Governador do Estado. Fernando Mineiro, que à época se elegeu deputado estadual, foi alçado ao posto de líder do governo Robinson Faria na Assembleia Legislativa.

No vídeo em que rebate as críticas de Fábio Faria, Fernando Mineiro diz que o conterrâneo tem mais interesses políticos fora do Rio Grande do Norte. “Ele foi indicado ministro das Comunicações pelos interesses familiares e empresariais em São Paulo. Nós queremos, Fábio [Faria], que você e os demais membros do governo federal expliquem por que o fechamento da Petrobras no Rio Grande do Norte. Qual o impacto que isso terá na vida e na economia do Estado? Qual o impacto que isso terá na vida dos potiguares? É isso que a gente espera”, pontuou o petista.

Ainda segundo Fernando Mineiro, o momento “não é de jogar responsabilidade” pelo Plano de Desinvestimento da Petrobras no Governo do Estado. Ele também lembrou que a atual administração estadual iniciou os trabalhos com um passivo de lembra quatro folhas salariais deixadas em atraso pelo governo de Robinson.

“O momento agora é de atender ao chamamento da governadora; unir as forças independentemente das divergências. A gente espera, Fábio, que você use a sua influência no governo federal para poder parar e redirecionar esta questão do fechamento da Petrobras no Rio Grande do Norte”, encerrou o secretário estadual.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.