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Covid-19
Fátima vai a Brasília para discutir vacinação; Saúde libera mais de R$ 1 milhão para rede de frio do RN
Governadora do RN viajou nesta segunda-feira 7 para a reunião, que acontece nesta terça. Sesap já articula ações para a campanha de vacinação; Ministério da Saúde liberou recursos para equipamentos
Redação
08/12/2020 | 08:05

A governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT) viajou para Brasília na noite desta segunda-feira 7 para discutir o plano de vacinação com o Ministério da Saúde. Governadores de outros estados brasileiros também participarão da reunião nesta terça 8. A presença do presidente da República Jair Bolsonaro ainda não está confirmada.

Fátima informou que a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) já articula ações para a campanha de vacinação contra a Covid-19 no estado. No Twitter, a gestora anunciou que a aquisição de insumos e equipamentos necessários para o armazenamento e distribuição das vacinas de forma segura está em tramitação.

Ao Agora RN, a secretária adjunta da Sesap Maura Sobreira confirmou que o processo de compra dos equipamentos necessários para o armazenamento e distribuição de imunobiológicos de forma segura está em andamento. “Estamos fazendo a aquisição de equipamentos para toda a rede de frios do estado, que envolve também as regionais de saúde — que serão devidamente equipadas. Já temos uma programação, mas estamos aguardando informações precisas sobre o programa de imunização do Ministério da Saúde para reforçar ou não o nosso planejamento”, afirmou.

Nesta segunda-feira 7, o Ministério da Saúde liberou recursos para a rede de frio de todos os estados brasileiros. Para o Rio Grande do Norte, foi destinado mais de R$ 1 milhão. A portaria assinada pelo ministro Eduardo Pazzuelo destina  R$ 1.195.500,00 ao RN, além de R$ 28 mil para a Vigilância Sentinela de Síndrome Gripal (SG). Os recursos devem ser utilizados na compra de câmaras refrigeradas, freezers, e outros dispositivos necessários para a campanha de vacinação.

Fátima cobra agilidade da vacina

A governadora cobrou agilidade sobre a vacina contra o coronavírus e defendeu o posicionamento das entidades nacionais dos secretários estaduais (Conass) e municipais (Conasems) de Saúde, que pediram a incorporação de todas as vacinas contra a Covid-19 no Plano Nacional de Imunização (PNI).

Ela pediu, junto ao fórum dos governadores, uma nova reunião com o Ministério da Saúde para tratar do planejamento estratégico que contemple e defina as ações a serem desenvolvidas pelo governo federal, como pelos governos estaduais e municipais. Coordenador da temática Estratégia para Vacina contra Covid-19 do Fórum Nacional dos Governadores, o governador Wellington Dias já solicitou a audiência.

“O Estado não medirá esforços para que a vacina chegue a toda a população e seja acessível em todos os níveis populacionais. Reforço a imprescindível inclusão dos profissionais da educação na imunização da Covid, além dos outros grupos prioritários, conforme já definido nacionalmente”, acrescentou a governadora.

Governadora reúne prefeitos

Também nesta segunda 7, Fátima reuniu por videoconferência prefeitos, secretários municipais de saúde e representantes de municípios das regiões Metropolitana de Natal, Agreste, Oeste e Alto Oeste para tratar das novas ações de enfrentamento à pandemia no estado, através do “Pacto Pela Vida”. 

Após ouvir os representantes dos municípios, o governo apresentou as medidas prioritárias que os prefeitos devem adotar, com apoio da gestão estadual: 1) atualizar e/ou editar novo decreto dos planos municipais de contingência; 2) retomar os comitês regionais com representação efetiva dos municípios; 3) realizar barreiras sanitárias qualificadas; 4) rastrear os casos através da atenção primária de saúde; 5) monitorar os pacientes com oxímetro; 6) editar norma técnica para orientar os cuidados pós-Covid e 7) ampliar a fiscalização nos ambientes de trabalho, em especial comércios, para garantir distanciamento social e evitar aglomerações..

A governadora alertou que o aumento de casos reflete-se na hospitalização e internamentos e pode vir a se refletir no aumento dos óbitos. “Daí a necessidade do estado e municípios, através ações do Pacto pela Vida, tentar conter a ocorrência de novos casos. O governo vai dar todo o apoio aos municípios, inclusive na área da segurança pública. Os municípios têm suas prerrogativas legais e devem aumentar as medidas de combate a Covid e para evitar aglomerações das festas de fim de ano”, afirmou.

Novas medidas de combate ao coronavírus

Na última sexta-feira 4, Fátima anunciou uma série de medidas para conter a aceleração dos casos Covid-19 entre os potiguares. A principal ação foi a abertura de 89 leitos para atendimento dos pacientes infectados com o novo coronavírus — sendo 53 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros 36 clínicos.

A programação da Sesap para reversão de leitos para atendimento exclusivo Covid é a seguinte: Região Metropolitana – 20 leitos; Seridó – 10 leitos; Oeste e Alto Oeste – 27 leitos; Mato Grande/Agreste – 16 leitos; Potengi – 16 leitos. Para Maura Sobreira, adjunta da Sesap, o cenário hoje é diferente do início da pandemia. “Temos maior incidência junto à população jovem, que tende a desrespeitar mais o isolamento social”, avaliou.

A governadora anunciou ainda que o Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19 vai reavaliar a situação de eventos para os festejos de fim de ano.

Fátima também assegurou investimentos no transporte sanitário. O objetivo é reduzir o tempo na locomoção dos pacientes para leitos de UTI. Além disso, o governo estadual vai ampliar a rede de testagens e a entrega de máscaras faciais — mais de 300 mil serão entregues à população.

Aumento dos casos de Covid-19

Na opinião da governadora, o recente aumento dos casos de Covid-19 que assusta os potiguares decorre do relaxamento da população com relação ao descumprimento das regras de distanciamento social e dos cuidados biossanitários (uso de máscara, higienização das mãos e utilização de álcool gel, entre outras).

Ela também pontuou as aglomerações registradas durante o período de campanha eleitoral como responsáveis pela aceleração da doença. “Aumento se deve ao relaxamento por parte da população. Outro fator que contribuiu foram as aglomerações políticas”, disse Fátima.

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