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Fátima apressa o passo para abrir mercado do gás no RN
Gás distribuído pela Potigás é adquirido exclusivamente junto à Petrobras. Com a abertura do mercado e acesso às plantas de produção, a empresa poderá baratear preço do produto em até 30%
Redação
02/12/2020 | 08:36

Aos poucos, o Governo do RN abandona o discurso avesso aos desinvestimentos da Petrobras para trabalhar com mais afinco na abertura do mercado de gás, um vácuo promissor deixado pela estatal em seu processo de saída dos campos potiguares.

O problema é que as empresas que adquiriram os poços nas licitações realizadas recentemente ainda não têm acesso às plantas industriais onde se separam os hidrocarbonetos, dando origem ao gás natural para consumo.

“Queremos um preço justo para favorecer a concorrência e o consumidor final que vai da indústria ao ramo veicular. Precisamos de celeridade, que seja destravado o acesso a essas plantas. O RNM tem pressa”, disse a governadora Fátima Bezerra.

A declaração foi dada depois de Fátima se reunir com o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Barreto de Souza, para tratar da abertura da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) da Petrobras, em Guamaré, aos produtores privados.

Segundo a governadora, o que se busca é favorecer a concorrência e o consumidor final que vai da indústria ao ramo veicular. “Precisamos de rapidez, que seja destravado esse processo para aumento da produção e redução do preço ao consumidor final”, afirmou. Hoje o gás distribuído pela Potigás é adquirido exclusivamente junto à Petrobras. Com a abertura da UPGN às operadoras privadas, a empresa vai adquirir o combustível a mais de um fornecedor e a previsão é de que o preço do gás seja reduzido em 30%.

O presidente do Conselho Administrativo do Cade, Alexandre Barreto, com quem Fátima se reuniu pela manhã, disse acompanhar de perto esse processo. “O objetivo do Cade, quando fez o acordo com a Petrobras que permitiu a venda dos ativos, era garantir que o gás chegasse na ponta aos consumidores com um preço melhor. ”, afirmou o presidente do Cade.

Alexandre Barreto também se comprometeu a acompanhar os prazos do desinvestimento e as questões de regulação junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Garanto que tudo será olhado detidamente pelo Cade para que objetivos sejam alcançados”, completou o gestor.

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