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Crime

Estudante de medicina morta com mais de 100 facadas havia feito denúncia de ameaças contra o namorado

Boletim de ocorrência registrado meses antes do crime relata ciúmes excessivos, intimidações e ameaças; suspeito está preso preventivamente
Redação
30/06/2026 | 15:16

A Polícia Civil investiga o assassinato da estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, encontrada morta dentro do próprio apartamento, em Barbacena, Minas Gerais. O principal suspeito do crime é o namorado da jovem, Gustavo Dutra Lima, que foi preso e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.

As investigações revelaram que Letícia já havia procurado a polícia meses antes do homicídio para registrar uma denúncia de ameaças contra o companheiro. O boletim de ocorrência foi feito em fevereiro deste ano e descreve um relacionamento marcado por ciúmes, intimidações e comportamento possessivo.

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Letícia de Morais havia registrado uma denúncia de ameaças contra o namorado meses antes de ser assassinada em Minas Gerais Foto: Reprodução

Segundo o registro, os dois estavam juntos havia cerca de três anos, mas enfrentavam conflitos frequentes. Em uma das discussões, Gustavo teria afirmado que a estudante “não saberia do que ele era capaz”, fazendo um gesto que simulava uma arma apontada para a própria cabeça.

Letícia também relatou à polícia que o namorado costumava ameaçá-la e intimidar pessoas próximas. Em outra ocasião, após pedir que ele deixasse seu apartamento durante uma briga, o suspeito se recusou a sair. Com medo, a estudante deixou o imóvel e procurou uma delegacia para registrar a ocorrência.

O crime aconteceu no último sábado 27. Conforme a investigação, Letícia foi encontrada morta com cerca de 130 lesões, entre perfurações por arma branca e ferimentos superficiais.

Testemunhas informaram que o casal esteve em uma festa na noite anterior ao crime e, depois, seguiu para o apartamento da vítima. A estudante respondeu mensagens por volta das 23h40 e, em seguida, não fez mais contato.

Gustavo Dutra Lima foi preso no domingo 28. Ao decretar a prisão preventiva, o juiz responsável pelo caso destacou que a vítima sofreu “centenas de golpes de faca”. A defesa do suspeito ainda não havia se manifestado.