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"Catástrofe"
‘Estou com fome, me ajuda’: entenda a crise humanitária no Afeganistão
Jornalista Lourival Sant’Anna, da CNN, conta que atividade econômica da capital do Afeganistão está em dificuldade por causa de restrição de saques bancários
CNN
13/09/2021 | 13:13

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se reúne na manhã desta segunda-feira 13 com representantes da organização para tratar da ajuda humanitária ao Afeganistão, que, em meio ao domínio do Talibã, enfrenta uma grave crise na economia.

Enviado especial da CNN Brasil à capital afegã, Lourival Sant’Anna relata as dificuldades dos moradores para comprar comida por causa da instabilidade e alta nos preços.

“Somos muito assediados aqui. Pessoas que parecem ter mais condições financeiras são muito assediadas por pessoas pobres, que estão passando fome”, conta o jornalista.

“Ontem, na saída de um campo de refugiados, um homem agarrou a porta do nosso carro, que ficou andando devagar para não feri-lo. Ele ficou agarrado ao carro e não soltava, e dizia: ‘estou com fome, preciso de ajuda’. Isso é muito comum e ouço muitas vezes.”

Sant’Anna classificou como “desesperadora” a situação de muitos afegãos em Cabul. Ele explicou que os bancos autorizam apenas o saque de US$ 100 semanais e isso inibe a atividade econômica na cidade.

‘Iminente catástrofe humanitária’

A ONU convocou a conferência internacional de ajuda desta terça-feira, em Genebra, no início do mês. O secretário-geral, António Guterres, afirmou que a reunião tem como objetivo evitar a “iminente catástrofe humanitária” no Afeganistão.

“Precisamos que a comunidade internacional se reúna e apoie o povo afegão”, disse Guterres em uma postagem no Twitter anunciando a conferência que, segundo ele, buscará um aumento rápido no financiamento de ajuda humanitária.

“Também apelamos por acesso humanitário total e desimpedido para garantir que os afegãos continuem a obter os serviços essenciais de que precisam”, completou.

Agências humanitárias alertam que milhões de afegãos podem passar fome com o país isolado e a economia desmoronando. O país já enfrentava uma severa seca bem antes do grupo islâmico Talibã tomar o poder, em agosto.

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