Comerciantes e pedestres que circulam pela Avenida Romualdo Galvão, no bairro Lagoa Seca, na zona Sul de Natal, denunciam a existência de um vazamento de esgoto a céu aberto que, segundo relatos, permanece sem solução há cerca de seis meses. O problema ocorre nas proximidades do cruzamento com a Avenida Nevaldo Rocha, um dos pontos de maior circulação de veículos e pessoas da capital.
Segundo os comerciantes, a água servida ocupa parte da pista e da calçada, dificultando a passagem de pedestres, que precisam dividir espaço com veículos estacionados. Motoristas também são obrigados a desviar para evitar lançar água e lama sobre quem passa pelo local.

A vendedora Juliane Santos, que trabalha em um estabelecimento localizado em frente ao vazamento, afirmou que o problema tem afetado a rotina dos comerciantes e representa riscos para a população. “Em média, há uns cinco a seis meses que a gente tá passando por esse problema. Já tivemos problemas com falta de abastecimento de água também nas lojas, o que dificulta muito o dia a dia. Já presenciei queda também de idosos aqui, então é algo que reflete muito também sobre o que vem ocorrendo, o descaso com a saúde pública em si.”
De acordo com Juliane, além do vazamento de esgoto, comerciantes da região enfrentaram falta de abastecimento de água após o rompimento de uma tubulação. Ela afirma que o reparo demorou vários dias para ser realizado. “Isso, isso mesmo. A gente teve um problema com o cano que estourou, e esse cano passou dias aí pra realmente eles virem resolver o problema. Quando eles vieram e resolveram o problema, a gente ficou sem abastecimento de água em todas as lojas.”
Ainda segundo a vendedora, após a execução do serviço, uma cratera permaneceu aberta por cerca de dois meses. “E também deixou uma cratera aqui durante mais ou menos dois meses, depois de muito tempo foi que eles vieram consertar.” Foi possível observar que o espaço disponível para circulação de pedestres estava reduzido em razão da água acumulada, da lama e dos veículos estacionados na calçada. A situação obriga quem passa pelo local a desviar dos obstáculos para seguir o trajeto.

Além do impacto na circulação de pedestres, o vazamento também interfere no trânsito da avenida. Para evitar atingir quem caminha pela calçada, motoristas frequentemente reduzem a velocidade ou desviam parcialmente para outra faixa da via. Um pedestre ouvido pela reportagem afirmou acreditar que o problema seja provocado por um rompimento na tubulação subterrânea. Ele também relatou os riscos enfrentados diariamente por quem utiliza o trecho.
Segundo os relatos, o vazamento afeta comerciantes, trabalhadores, clientes e pedestres que utilizam diariamente a Avenida Romualdo Galvão. Além da presença constante de água servida e lama, os comerciantes afirmam que já enfrentaram falta de abastecimento de água nas lojas, demora na realização de reparos e problemas na infraestrutura da via. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) não havia se pronunciado até o fechamento desta matéria.