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Coronavírus
Vários países já consideram aplicar vacinas diferentes de Covid-19 na segunda dose; entenda
Fornecimento descontínuo de imunizantes e preocupações de segurança levaram autoridades a investir em testes de alternância de doses
O Globo
24/05/2021 | 16:10

Um número cada vez maior de países está considerando usar vacinas de Covid-19 diferentes nas segundas doses para lidar com atrasos no fornecimento e com preocupações de segurança que atrapalham suas campanhas de vacinação.

Vários estudos médicos estão avaliados a eficácia da troca de vacinas.

Abaixo segue uma lista dos primeiros dez países planejando mudanças em suas campanhas:

Canadá

Autoridades disseram em maio que quem classificou a vacina Covid-19 da AstraZeneca na primeira dose pode receber uma outra na segunda. A decisão se deu pelas preocupações com suprimento, bem como no aumento do aumento de coágulos sanguíneos, ainda que raros, em recipientes da vacina.

China

Em abril, pesquisadores chineses testaram doses alternativas da vacina da CanSino Biologics e da Chongqing Zhifei Biological Products, de acordo com dados de registro de ensaios clínicos.

O chefe de vigilância em saúde do país disse em 12 de abril que o país estava “considerando formalmente” misturar doses de vacina da Covid-19 desenvolvida com diferentes tecnologias para aumentar sua eficácia.

Finlândia

O Instituto de Saúde e Bem-estar da Finlândia informou em 14 de abril que os recipientes da primeira dose da vacina da AstraZeneca com menos de 65 anos podem receber uma vacina diferente na segunda dose, diante dos atrasos na campanha no país.

França

O principal órgão consultivo de saúde da França, a Haute Autorité de la Santé (HAS), recomenda em abril que as pessoas com menos de 55 anos injetadas com uma primeira dose da vacina AstraZeneca para receber uma segunda de uma das vacinas de RNA mensageiro ( mRNA), da Pfizer ou da Moderna, embora a alternância de doses ainda não tenha sido avaliada em teste.

Noruega

A Noruega disse em 23 de abril que ofereceria àqueles que receberam a vacina AstraZeneca na primeira dose recebam vacina de mRNA como segunda.

Coreia do Sul

A Coreia do Sul informou em 20 de maio que realizaria um teste combinado de vacinas de Covid-19, alternando uma dose da AstraZeneca com outra da Pfizer ou de outro fabricante.

Espanha

A ministra da Saúde Espanhola, Carolina Darias, disse em 19 de maio que o país permitiria menores de 60 anos vacinados com uma primeira dose do produto do AstraZeneca receberem uma segunda dose da vacina AstraZeneca ou da Pfizer.

Um estudo sobre a alternância de doses conduzido pelo Instituto de Saúde Carlos 3º e anunciado em 18 de maio imaginou que usar a Pfizer após a AstraZeneca é seguro e altamente eficaz.

Suécia

A agência de saúde da Suécia afirmou em 20 de abril que menores de 65 anos de idade que recebeu uma dose da vacina AstraZeneca iriam receber uma outra na segunda.

Reino Unido

O Reino Unido informou em janeiro que permitiria pessoas receberem uma vacina diferente na segunda dose em ocasiões raras e específicas, por exemplo, se a primeira vacina estiver fora de estoque.

Primeiramente, um estudo liderado pela Universidade de Oxford divulgado em 12 de maio indicou que as pessoas que receberam a vacina da Pfizer em seguida de uma dose da AstraZeneca, ou vice-versa, eram mais propensas a sintomas pós-vacinais relativos ou moderados do que se recebessem dois do mesmo tipo.

A empresa Novavax anunciou em 21 de maio participaria de um estudo no qual sua vacina entraria como terceira dose para reforçar a imunidade induzida por vacinas de outros fabricantes. Esse teste começaria em junho.

Estados Unidos

Em janeiro, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA atualizaram suas orientações, permitindo uma combinação de doses da Pfizer e da Moderna com um intervalo de pelo menos 28 dias entre as duas, mas apenas para “situações excepcionais”.

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