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Empreendedorismo

Empreendedorismo feminino no RN já supera 4 mil novas empresas em 2025

Participação das mulheres no setor empresarial potiguar chega a 42% entre negócios formalizados, segundo Sebrae-RN
Redação
11/03/2025 | 05:30

O empreendedorismo feminino no Estado segue em alta e já registra um número expressivo de novas empresas criadas nos dois primeiros meses deste ano. De acordo com dados apresentados pela gestora de negócios do Sebrae-RN, Mona Paula Nóbrega, mais de quatro mil negócios foram abertos por mulheres no RN em janeiro e fevereiro de 2025, reforçando a tendência de crescimento da participação feminina no setor empresarial potiguar.

Segundo Mona Paula, a representatividade das mulheres à frente de novos negócios no estado atingiu, no ano passado, mais de 42% entre empresas formalizadas. Quando considerados negócios informais e formais juntos, o índice de participação feminina chega a 31%, incluindo empreendedoras líderes ou sócias. Esses números indicam um avanço evidente em comparação aos anos anteriores.

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Mulheres potiguares avançam em setores como tecnologia e inovação, mas ainda enfrentam desigualdades de renda e sobrecarga de tarefas domésticas - Foto: José Aldenir/Agora RN

Apesar de a maioria das empresas abertas por mulheres ainda pertencer aos setores tradicionais de comércio e serviços, especialmente moda, beleza e vestuário, outras áreas como agronegócio, inovação e tecnologia começaram a atrair mais empreendedoras potiguares. “Estamos vendo cada vez mais mulheres migrando para setores que historicamente foram ocupados por homens, como construção civil, tecnologia e inovação, embora os setores predominantes ainda sejam comércio e serviços”, disse.

Outro dado abordado pela gestora do Sebrae é o fato de que as mulheres costumam se qualificar mais que os homens para empreender, ainda que dediquem menos tempo diário aos seus negócios – aproximadamente seis horas a menos. A diferença ocorre em função da sobrecarga causada por outras responsabilidades domésticas e familiares. “Muitas dessas empreendedoras são chefes de família, o que aumenta as demandas e obrigações além dos negócios”, afirmou.

Em relação aos rendimentos, os negócios liderados por mulheres ainda geram lucros inferiores aos liderados por homens. Atualmente, essa diferença é de 24%, tendo caído de 31% no ano passado, indicando um avanço gradual. No entanto, quando analisada a questão racial, a desigualdade aumenta drasticamente. “Mulheres negras chegam a ganhar até 68% menos que homens brancos, evidenciando a necessidade de políticas públicas específicas para enfrentar essas desigualdades estruturais”, alertou Mona Paula.

Como forma de reduzir essas disparidades e fortalecer o empreendedorismo feminino, o Sebrae desenvolve nacionalmente o programa “Sebrae Delas”, com desdobramentos no Rio Grande do Norte. A iniciativa oferece capacitação, orientação e suporte às empreendedoras, auxiliando na formalização dos negócios. Um dos eventos que integra o projeto é o “Mulheres Arretadas”, marcado para 12 de março, que abordará temas como marketing digital e posicionamento em redes sociais.

“Queremos fortalecer essas mulheres, preparando-as para empreender de maneira mais eficiente, gerando renda, emprego e contribuindo diretamente para o desenvolvimento local”, concluiu Mona Paula, estimulando todas as interessadas a procurarem as agências do Sebrae espalhadas pelo estado para apoio e orientação.

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