A confiança dos empresários do comércio de Natal perdeu força em julho, embora tenha permanecido em nível positivo. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) alcançou 107,6 pontos na série com ajuste sazonal, ante 109,3 pontos em junho e 108,5 pontos em julho de 2025. Resultados acima de 100 indicam percepção otimista.
O indicador foi sustentado pelo otimismo das empresas de maior porte, pelo desempenho do comércio de bens semiduráveis e pelas expectativas positivas para os próximos seis meses. Em sentido contrário, a piora na avaliação das condições atuais e a menor disposição para investir contribuíram para o recuo mensal.

O movimento aponta uma diferença entre a expectativa futura e a percepção sobre o presente. Os empresários ainda projetam melhora da atividade comercial, mas adotam maior cautela nas decisões de expansão diante do crescimento econômico mais moderado e do custo elevado do crédito.
“Os empresários mantêm uma perspectiva positiva para os próximos meses, o que é importante para a atividade econômica. Ao mesmo tempo, o recuo da intenção de investir mostra que o ambiente de juros elevados ainda impõe limites às decisões das empresas”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz.
Calculado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Icec considera as condições atuais, as expectativas de curto prazo e as intenções de investimento. A pesquisa reúne aproximadamente 6 mil empresas de varejo localizadas nas capitais brasileiras.