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Em 2012, oposição só deverá se juntar no primeiro turno apenas se o governo se unir também

09/12/2011 | 22:56

A tese de múltiplas candidaturas a prefeito de Natal só terá chance de prevalecer se não houver alianças no primeiro turno. No tabuleiro político, a prefeita Micarla de Sousa (PV) não é carta fora do baralho, mas está cada dia mais distante dos grupos que se formam a sua direita e a sua esquerda.

De um lado, os aliados da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) – Felipe Maia (DEM), Rogério Marinho (PSDB) e Hermano Morais (PMDB) – se movimentam. Uns há mais tempo, outros apenas mais recentemente.

Na outra margem, os opositores deste sistema: Wilma de Faria (PSB), Carlos Eduardo Alves (PDT) e Fernando Mineiro (PT), cada qual galgando seus espaços.

Como estará o quadro em março ou abril de 2012?

Poucos arriscam dizer.

Os prognósticos, porém, apontam para candidaturas independentes na oposição e postulações atreladas no governo.

Carlos Eduardo, Wilma e Mineiro, todos de uma mesma corrente política – como Micarla, aliados de Dilma Rousseff (PT) – são nomes cujas candidaturas independem e podem ser sacramentadas sem alianças com outros partidos. Se quiserem, são candidatos e ponto final.

Já na outra parte do tabuleiro, não se pode chamar de independentes as postulações de Hermano, Felipe e Rogério. Afinal, suas candidaturas vinculam-se à vontade de lideranças políticas. No caso de Hermano, sua postulação atrela-se ao desejo do deputado Henrique Alves. Felipe Maia e de Rogério Marinho dependem de Rosalba e Agripino.

A prefeita Micarla, por sua vez, está numa situação difícil, devido ao desgaste da sua administração. Hoje, ela não seria candidata à reeleição. Mas amanhã, quem sabe? Afinal, política é como as nuvens: muda de forma e lugar a cada instante. E já virou até chavão dizer: neste ramo, tudo é possível.

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