O empresário Elon Musk manteve, pelo segundo ano consecutivo, o posto de pessoa mais rica do mundo, segundo o ranking anual da Forbes divulgado nesta terça-feira. O patrimônio do bilionário disparou para US$ 839 bilhões (cerca de R$ 4,33 trilhões), mais que o dobro dos US$ 342 bilhões registrados há um ano.
Principal acionista da Tesla, da SpaceX, da rede social X e da empresa de inteligência artificial xAI, Musk tornou-se a primeira pessoa a superar a marca de US$ 800 bilhões em patrimônio e aparece, segundo a publicação, no caminho para se tornar o primeiro trilionário do mundo.

A distância em relação aos demais bilionários também aumentou. O segundo lugar ficou com Larry Page, cofundador do Google, com US$ 257 bilhões, seguido por Sergey Brin, também fundador da empresa, com US$ 237 bilhões.
O fundador da Amazon, Jeff Bezos, aparece na quarta posição, com US$ 224 bilhões, enquanto o diretor executivo da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, ocupa o quinto lugar, com fortuna estimada em US$ 222 bilhões.
A nova edição do ranking aponta uma expansão expressiva da riqueza global concentrada entre os mais ricos. Segundo a Forbes, o mundo passou a contar com 3.428 bilionários — cerca de 400 a mais do que no levantamento anterior.
Juntos, eles acumulam patrimônio de US$ 20,1 trilhões, acima dos US$ 16,1 trilhões registrados um ano antes.
Entre os novos bilionários que estrearam na lista estão empreendedores ligados à tecnologia e à economia digital, como executivos de empresas de inteligência artificial, fundadores de plataformas de criptomoedas e investidores do setor de tecnologia climática.
A publicação destaca, por exemplo, a ascensão de novos empresários ligados à cadeia de infraestrutura de IA, incluindo fundadores de startups de chips e computação em nuvem, além de criadores de plataformas financeiras digitais que se beneficiaram da expansão das criptomoedas.
A evolução da fortuna de Musk esteve diretamente ligada ao desempenho das ações da Tesla em 2025. O ano foi marcado por forte volatilidade.
Os papéis da montadora chegaram a cair no segundo trimestre, em meio a boicotes de consumidores após o apoio do empresário ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a políticos de extrema direita.
Na segunda metade do ano, porém, as ações se recuperaram com força, especialmente após Musk deixar seu cargo no governo americano.
Investidores continuam apostando no potencial da empresa em áreas como condução autônoma e inteligência artificial, consideradas estratégicas para o futuro da indústria automotiva.
Em novembro, acionistas da Tesla aprovaram um pacote de remuneração que pode chegar a US$ 1 trilhão caso a empresa cumpra metas de produção e valorização de mercado. O plano elevaria a participação de Musk na companhia para cerca de 25%.
Sem esses incentivos, o empresário chegou a sugerir que poderia deixar a montadora, afirmando que precisa de participação suficiente para exercer “forte influência” sobre o negócio enquanto desenvolve projetos como um “exército de robôs”.
Especialistas alertam, no entanto, que boa parte da riqueza de Musk está vinculada à valorização de ações, o que torna as estimativas mais voláteis.
Para David Kirsch, professor da Universidade de Maryland, o valor da fortuna do empresário pode ser menor caso fossem considerados apenas ativos mais líquidos.
“Se os ativos reais fossem medidos, não seriam US$ 800 bilhões. Poderiam ser um terço disso”, afirmou, classificando o patrimônio como “assombroso” e em parte “irreal”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também avançou na lista. Ele subiu da 700ª para a 645ª posição, com patrimônio estimado em US$ 6,5 bilhões — aumento de US$ 1,4 bilhão em relação ao ano anterior.
Segundo a Forbes, o crescimento foi impulsionado pela valorização de criptomoedas promovidas por Trump e por decisões judiciais favoráveis, incluindo a anulação de uma multa de US$ 518 milhões imposta em um processo de fraude em Nova York.
“Até agora, o segundo mandato de Donald Trump como presidente tem sido muito lucrativo para ele”, afirmou a publicação, destacando ainda os negócios do republicano no Oriente Médio, a promoção de ativos digitais e a realização de eventos em suas propriedades.