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‘Doença do Tatu’: entenda a infecção que já causou uma morte

O animal não se infecta nem transmite a doença para o ser humano
Redação
25/08/2022 | 10:26

Um jovem de 17 anos morreu no estado do Piauí vítima da chamada “doença do tatu”, no último sábado, 20. O caso aconteceu no município Simões, após a vítima sofrer complicações da infecção pelo fungo paracoccidioidomicose (PCM). As informações foram publicadas pelo G1.

Cerca de um mês antes, o adolescente, o irmão dele e um amigo saíram para caçar o animal tatu. Os três foram infectados pelo fungo e apresentaram falta de ar e febre ao retornarem.

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O fungo se prolifera principalmente no solo de tocas de animais e em buracos entre raízes de árvores. Foto: FREEPIK

“Quando eles procuraram o hospital, informaram que tinham caçado tatu e que poderiam estar com a doença. Como há quatro anos tivemos outros casos, em que um deles faleceu, eles logo associaram. O adolescente de 17 anos estava com sintomas graves e foi encaminhado para o Hospital Regional de Picos, mas não resistiu”, disse Isamaria Dantas, Secretária de Saúde do Município.

Saiba como ocorre a contaminação

De acordo com o Ministério da Saúde, a paracoccidioidomicose (PCM), um fungo encontrado no solo, é a principal micose sistêmica no Brasil. O fungo se prolifera principalmente no solo de tocas de animais e em buracos entre raízes de árvores. Como no Piauí o fungo é encontrado nas tocas dos tatus, a doença ficou conhecida como “doença do tatu”. Sendo assim, as tocas de tatu se configuram como um habitat natural para a proliferação do fungo. No entanto, os animais não se infectam nem transmitem para o ser humano.

Além das tocas dos tatus, os fungos estão dispersos no meio ambiente e a exposição está relacionada também com o manejo do solo contaminado, como em atividades agrícolas, por exemplo.

O contágio acontece somente quando a pessoa entra em contato com o solo. A doença não é transmitida de um doente para uma pessoa saudável.

A secretaria de saúde de Simões (PI) destacou que a caça do animal é proibida. “Não é uma doença de notificação compulsória, porque não é contagiosa e nem passada de pessoa para outra ou de animal para pessoa. Também a caça é proibida. Então fizemos a orientação necessária à população”.

Segundo publicado pelo Diário do Nordeste, como a exposição ao fungo acontece durante o contato com solo contaminado, então, além de casos de caça ilegal, também podem ocorrer durante:

    • Atividades agrícolas
    • Terraplenagem
    • Preparo da área
    • Práticas de jardinagem
    • Transporte de produtos vegetais

Quando inalado, o fungo pode causar doença pulmonar, principalmente em adultos.

Confira os sintomas da ‘Doença do Tatu’

A pessoa infectada pode apresentar lesões na pele, tosse, febre, falta de ar, linfonodomegalia (ínguas ou landras), comprometimento pulmonar, emagrecimento.

      • Na forma aguda, a pessoa pode manifestar Hipertrofia do sistema retículo endotelial (que reveste internamente os vasos sanguíneos);
      • Acometimento generalizado de linfonodos, que geralmente se rompem.

O fungo pode inclusive levar à morte, como aconteceu em Simões no último sábado, 20.

Saiba como fazer diagnóstico e tratamento

O diagnóstico deve ser feito no laboratório, e a sorologia e histopatologia podem ajudar na confirmação. Já o tratamento precisa ser iniciado o quanto antes para impedir a evolução da doença. Ainda não existem vacinas para a prevenção da PCM.

Conforme o Estadão, a escolha terapêutica depende da forma clínica apresentada pelo indivíduo na unidade de saúde e da disponibilidade do medicamento para as formas leves, moderadas e graves da Paracoccidioidomicose.

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