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Política

Deputado deixa lixo em frente à Prefeitura de Fortaleza e é autuado pela gestão municipal

Deputado deixou sacolas na sede do Executivo para protestar contra gestão municipal; Prefeitura prepara ação judicial por danos
Redação
10/04/2026 | 12:32

A Prefeitura de Fortaleza autuou o deputado federal André Fernandes (PL-CE) após ele deixar sacolas de lixo na entrada do Paço Municipal, sede do Executivo da capital cearense. A ação ocorreu na noite de quinta-feira 9 e foi apresentada pelo parlamentar como um protesto contra a gestão do prefeito Evandro Leitão (PT).

De acordo com a administração municipal, a Procuradoria Geral do Município (PGM) está preparando uma Ação Civil Pública para solicitar reparação por danos patrimoniais e morais coletivos. Também é avaliada a possibilidade de acionar o Ministério Público por suposta infração contra o patrimônio histórico e ambiental.

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Sacolas de lixo foram deixadas pelo deputado em frente ao Paço Municipal durante protesto Foto: Reprodução/Instagram

O local atingido é o Palácio João Brígido, construção do século XIX e primeiro bem tombado como patrimônio histórico de Fortaleza. Além da medida judicial, o deputado foi notificado por depósito irregular de resíduos, conforme prevê o Código da Cidade.

Segundo a prefeitura, a remoção do material gerou um custo de R$ 1,4 mil aos cofres públicos, devido ao deslocamento de equipes de limpeza para o local.

A ação foi registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais. Nas imagens, o parlamentar aparece deixando sacolas com capim na frente do prédio e afirma que o objetivo era denunciar problemas na coleta de lixo na cidade.

Ele alegou que o material foi retirado de uma praça onde moradores reclamam de atraso no serviço. Durante a gravação, também realiza ações como corte de grama e pintura de estruturas.

A iniciativa gerou reações de parlamentares. O deputado federal José Guimarães (PT-CE) criticou a atitude, afirmando que ela não condiz com o papel de um representante público. Vereadores da capital também se posicionaram contra o ato.

O caso deve ter desdobramentos judiciais, enquanto a Prefeitura sustenta que houve prejuízo ao patrimônio público.