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Crime

DEAM investiga suspeito de importunação sexual em ônibus da UFRN após denúncias

Cerca de 20 boletins de ocorrência foram registrados, e a Ouvidoria da universidade recebeu ao menos 29 relatos de estudantes
Redação
10/04/2025 | 09:47

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) abriu inquérito para apurar denúncias de importunação sexual ocorridas no ônibus circular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no campus central de Natal. Segundo a Polícia Civil, aproximadamente 20 boletins de ocorrência foram registrados pelas vítimas. A Ouvidoria da universidade informou ter recebido pelo menos 29 denúncias relacionadas ao caso.

De acordo com os relatos, o suspeito seria um único homem que utilizava uma mochila grande para disfarçar os toques inapropriados durante os trajetos. Estudantes relataram que o homem se sentava ao lado de mulheres mesmo em ônibus vazios, mantendo uma das mãos escondida sob a mochila, posicionada sobre o colo das vítimas.

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Suspeito de importunação sexual teria agido dentro do circular da UFRN usando uma mochila para encobrir os atos. Foto: José Aldenr/Agora RN

Em um dos relatos, uma estudante afirmou que o homem se sentou ao seu lado em um ônibus vazio e manteve a mão escondida sob a mochila em seu colo. “Inicialmente, ela não percebeu o que estava acontecendo, mas depois identificou o comportamento como inadequado”, relatou à Inter TV Cabugi.

Outro caso envolveu uma estudante que estava sozinha no Expresso Reitoria. Ela relatou que o suspeito se sentou ao seu lado, pressionando uma mochila contra seu colo de forma insistente.

As vítimas descreveram o homem como alto, negro, com cabelo crespo e carregando uma mochila grande. Nenhuma delas quis se identificar.

Em nota, a UFRN afirmou que “está colaborando com as investigações e que trabalha para identificar o suspeito, além de oferecer apoio às estudantes afetadas”. A universidade, no entanto, não especificou quais medidas de suporte estão sendo adotadas.

A importunação sexual é crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena de 1 a 5 anos de reclusão. As investigações seguem em andamento.

Com informações da 98FM.

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