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Média
Covid tem número expressivo de casos e mata 19 potiguares por dia
No início do mês, o Estado somava 6.189 óbitos por covid, além de 1.302 em investigação. Nesta quarta-feira 30, os dados parciais da Sesap indicavam 6.768 mortes (número referente ao dia anterior) e outras 1.449 seguem em investigação. Abril foi o mês com mais mortes registradas por covid-19 desde o início da pandemia no RN: 939
Redação
01/07/2021 | 07:33

A pandemia da Covid-19 atravessa mais um mês no Rio Grande do Norte com números ainda expressivos, mesmo que exista uma tendência de queda de novos casos e óbitos – em parte, devido à vacinação que acontece em todos os municípios. Em junho, 19 potiguares morreram vítimas da doença por dia, em média obtida através dos dados dos boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

No início do mês, o Estado somava 6.189 óbitos por Covid, além de 1.302 em investigação. Nesta quarta-feira 30, os dados parciais da Sesap indicavam 6.768 mortes (número referente ao dia anterior) e outras 1.449 seguem em investigação. Ou seja, foram 579 novas confirmações de mortes. Abril foi o mês com mais mortes registradas por covid-19 desde o início da pandemia no estado, com 939 vítimas da doença.

Há alguns dias, a taxa de ocupação de leitos críticos covid em todo o estado vem registrando queda significativa. Nesta quarta 30, haviam 100 leitos de UTI disponíveis para pacientes infectados, com taxa geral de ocupação em 70%. Especialistas e representantes da Sesap acreditam que o recuo se deve ao avanço da vacinação contra a Covid.

“A pandemia não acabou. O que visualizamos no Rio Grande do Norte é uma redução nos pedidos e, consequentemente, ocupação de leitos Covid. É um recuo importante, mas devemos manter e cumprir as ações que visam fortalecer as medidas restritivas de distanciamento social. Essas medidas são necessárias até que possamos atingir uma taxa de cobertura vacinal mais elevada para que tenhamos a população protegida”, indicou a doutora em Ciências da Saúde, Maura Sobreira, secretária-adjunta da Sesap.

A importância da imunização foi reforçada pela infectologista e membro do comitê científico estadual, Marise Reis. “Ano passado os casos começaram a descer em junho, e a partir daí a população começou a ter mais tranquilidade. Mas, enquanto não tivermos com 70% da população vacinada, estamos sujeitos ao crescimento da curva, voltar a ter mais casos e óbitos”, disse.

Para a governadora Fátima Bezerra (PT), os decretos regionalizados definidos pela gestão estadual também foram fatores decisivos para a queda nas internações. “Os principais fatores são a cobertura vacinal associada às medidas de enfrentamento à pandemia que o Governo vem adotando, com destaque para os decretos regionalizados que possibilitaram maior integração das prefeituras com o Governo do Estado na fiscalização das medidas necessárias”, destacou.

Casos confirmados

Em relação aos infectados por coronavírus, foram 69.278 novos casos confirmados ao longo de junho: o mês começou com 270.887 casos e seguiu para 340.165. O número de casos confirmados em junho foi o maior em um mês no Rio Grande do Norte em 2021.

No entanto, a Sesap esclarece que o aumento de casos confirmados no boletim do dia 23 de junho, que chegou a 328.683 casos, 36 mil a mais do que o dia anterior, se deve ao início da utilização do Sistema Unificado de Vigilância Epidemiológica (SUVEPI) – ferramenta desenvolvida em parceria entre a pasta e o Instituto Metrópole Digital (IMD) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O novo sistema melhora o acompanhamento e a investigação dos casos, criação, edição, migração e unificação das notificações dos sistemas de informação ESUS-VE, SIVEP-GRIPE e GAL, otimizando a utilização pelos profissionais da vigilância nas regionais e municípios.

Portanto, o uso do novo sistema resultou em número mais alto de casos, em virtude da inserção de dados retidos do sistema SIVEP-GRIPE. De acordo com a Sesap, o ESUS-VE está com instabilidade desde março, chegando a reter os casos confirmados, o que impactou no número de casos do mês.

Marise Reis enfatiza que o contágio ainda preocupa. “Continuamos tendo casos porque o vírus segue circulando e as pessoas estão relaxando as medidas de prevenção. Os grupos que mais internam e que mais morrem estão protegidos pela vacina: os idosos e pessoas com comorbidades. A vacina não interfere no número de casos, porque o indivíduo que é vacinado pode pegar a Covid-19, mas a chance de ser internado e morrer é muito menor”, indicou.

“Estamos tendo mais casos na população jovem, que é a economicamente ativa e que está saindo para trabalhar. É por esse motivo que, mesmo não tendo reduzido a disseminação do vírus, estamos tendo redução de internações. Apenas com a vacinação de 70% da população é que teremos uma redução significativa dos casos”, concluiu a infectologista.

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