O corpo da advogada Andréia Teixeira, morta a tiros na madrugada de quarta-feira 28 ao lado do namorado, foi sepultado no cemitério Bom Pastor II, na Zona Oeste de Natal, na manhã desta quinta-feira 29.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB-RN), Aldo Medeiros, compareceu ao sepultamento. “A morte dela nos chocou bastante. Nós, em 30 dias, tivemos as mortes de duas advogadas. É bem verdade que nesse crime não teve ligação direta com a atividade profissional, mas nós acompanhamos as situações”, disse Aldo, em entrevista à TV Tropical.

Estudante do curso de Direito, Ronald Teixeira, filho da advogada, afirmou que vai concluir a graduação e seguir na advocacia para “honrar o nome dela”. “Ela estava fazendo a diferença na advocacia criminal”, afirmou Ronald.
Durante o sepultamento, familiares voltaram a acusar um ex-companheiro de Andréia, identificado apenas como Emerson, como autor do crime. “Não tenho dúvidas de que foi ele. Tanto pelo histórico. Vamos esperar os desdobramentos das investigações e pedir celeridade no processo”, afirmou Ronald.
O namorado de Andréia, Lenivaldo César de Castro, de 52 anos, foi sepultado na cidade de Pedro Velho.
Como foi o crime
Andreia Teixeira e Lenivaldo de Castro foram mortos por volta de 0h40 de quarta-feira. O crime aconteceu em um condomínio de casas na avenida Maria Lacerda Montenegro. O casal foi assassinado na frente da porta da casa da mulher, enquanto chegava ao imóvel.
O autor do homicídio entrou no condomínio em um carro sedan de cor escura. Ele ficou aguardando as vítimas chegarem. No momento em que as vítimas tiravam objetos do porta-malas do carro em que estavam, ele se aproximou correndo e atirou.
No local, foram recolhidas cápsulas de balas calibre 12. Segundo a Polícia Civil, a suspeita inicial é de que motivação do crime foi por ciúmes. A investigação é conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Parnamirim. O ex-companheiro de Andréia, que não teve a identidade divulgada, é procurado pela polícia