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Esporte

Copa feminina terá 32 seleções

Primeira edição do Mundial Feminino no Brasil mobiliza torcedores, reforça expectativa por maior visibilidade ao esporte e amplia o debate sobre igualdade de oportunidades
Por O Correio de Hoje
21/07/2026 | 17:18

A um ano da abertura da Copa do Mundo Feminina de 2027, o Brasil começa a viver a expectativa de sediar pela primeira vez o principal torneio do futebol feminino. A competição será disputada entre 24 de junho e 25 de julho, reunirá 32 seleções e terá jogos em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Escolhido pela Fifa como sede em maio de 2024, o Brasil receberá o Mundial em um momento de crescimento da modalidade, impulsionado pelo aumento do público, da audiência e dos investimentos nos últimos anos.

Brasil feminino
Copa Feminina no Brasil já está mobilizando muitas brasileiras porque a seleção nunca foi campeã, mas sempre jogou com garra e disposição - Foto: paulo pinto / agência Brasil

Expectativa entre torcedoras

A proximidade da competição já mobiliza novas gerações de torcedoras.

Aos 6 anos, Manuela Baère espera acompanhar de perto a seleção brasileira.

“Eu adoro futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol? E eu estou doida para ver as meninas jogarem. A gente só vê os meninos. Estou toda doida para a gente ver as meninas jogarem.”

A estudante Sofia Seabra, de 13 anos, afirma que pretende assistir à abertura da Copa no Maracanã e cita Marta como principal inspiração.

“Estou muito empolgada com a Copa do Mundo feminina do ano que vem. Cresci jogando futebol ao lado de meninos, mas isso nunca me deixou para baixo.”

Legado além dos gramados

Para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Mundial representa uma oportunidade de ampliar o legado social da modalidade.

Em abril deste ano, a entidade nomeou a ex-zagueira e ex-capitã da seleção brasileira Aline Pellegrino como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo Feminina de 2027.

Vice-campeã mundial em 2007 e medalhista olímpica nos Jogos de Atenas-2004, Aline acredita que o principal impacto da competição poderá ocorrer também fora dos campos.

“Eu acredito que um grande legado que pode acontecer por si só é esse legado cultural. Que essa Copa possa vir e gerar muitas mudanças no nosso Brasil enquanto sociedade.”

Mais visibilidade para o futebol feminino

A expectativa também é compartilhada por atletas que atuam na modalidade.

Para Myllene D’Arc, jogadora do Republicanas de Brasília, o torneio deverá ampliar a visibilidade do futebol feminino e incentivar novas praticantes.

“A minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que vai dar muito mais visibilidade para as mulheres, de mostrar que futebol não é só para homem.”

Brasil busca título inédito

Criada em 1991, a Copa do Mundo Feminina teve apenas cinco campeãs: Estados Unidos, Alemanha, Noruega, Japão e Espanha, atual detentora do título.

Jogando em casa, a seleção brasileira tentará conquistar o troféu pela primeira vez. O melhor resultado do Brasil na competição foi o vice-campeonato obtido em 2007.