“Nesse momento, os esforços estão concentrados em organizar nosso projeto em torno da chapa proporcional, deixando para os primeiros meses do próximo ano, o debate sobre a chapa majoritária. Já acertamos que trabalharemos nominatas completas para deputados e deputadas estaduais e federais”, afirmou o presidente estadual do PT, Júnior Souto, nesta quarta-feira 15, ao ser questionado sobre a possibilidade de aliança política entre Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo Alves (PDT), visando 2022.
O tema tem causado controvérsias entre os integrantes da sigla no Rio Grande do Norte. A resistência é grande entre parte dos partidários da governadora, principalmente por defenderem que o ideal é, justamente, unificar foco e afinco em torno da chapa proporcional e, resolvida essa parte, a majoritária. “A posição, unânime, do partido, é priorizar a eleição majoritária nacional e o tempo necessário às negociações em curso”, explicou Júnior Souto.

Ele disse ainda que o PT está ciente das implicações que poderão ocorrer, caso o partido forme federações ou alianças mais amplas. Já com relação à presença do ex-prefeito de Natal em uma chapa com a governadora, nas eleições, Júnior falou que tudo gira ainda no campo das especulações. “Temos que tratar isso com a atenção devida, para assegurar que, dentro do ‘cronograma’ que estabelecemos, possamos discutir e dar publicidade às nossas resoluções, ouvida a militância”, afirmou.
O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Francisco do PT, também defende que é antecipado falar em alianças regionais quando o diretório nacional ainda não definiu nenhum direcionamento, e que este sempre influencia as decisões adotadas pelos estados. Seguindo seu estilo conciliador, o parlamentar defende o diálogo como base para construção de apoios e entendimentos precisos para se avançar no compromisso firmado com os potiguares.
“No momento, é prematuro avaliar cenários futuros, até porque as decisões nacionais terão influência nos estados. Pessoalmente, penso que o diálogo, com base no compromisso com o projeto que vem dando certo no nosso Estado, liderado pela nossa governadora, deve ser mantido com partidos, lideranças políticas e setores organizados da sociedade”, afirmou.
Sem dizer seu posicionamento quanto a uma possível aliança Fátima Bezerra-Carlos Eduardo ou o porquê de parte de seus colegas de partido rechaçar, com veemência, essa possibilidade, o deputado preferiu silenciar, sem tecer pré-julgamentos. “Prefiro aguardar as definições que serão tomadas coletivamente. Neste momento é o que tenho a declarar”, afirmou.
Para a deputada estadual Isolda Dantas, mais importante que discutir e concentrar atenção em possibilidades, ela defende que o PT deve concentrar foco e ações nas candidaturas próprias para os cargos majoritários, antes de qualquer discussão sobre formação de alianças e decisões que envolvam outras legendas, no Rio Grande do Norte.
“As alianças e a chapa do PT para 2022 ainda não estão definidas. Falar em alianças, por enquanto, é precipitado. Essa é uma decisão que vai passar por um debate em todo o partido e, que vai ser decidido em conjunto. Quanto ao que defendo, acredito que o PT deve priorizar suas candidaturas próprias para os cargos de governo e Senado”, enfatizou.