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Eleições 2022
Ciro Gomes critica papel de tutela desejado por parte das Forças Armadas
Ele atribuiu os problemas na formação e na promoção das Forças Armadas a uma omissão dos governos anteriores
Redação
22/06/2022 | 10:05

O pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, criticou nesta terça-feira (21) os processos de formação e promoção da cúpula das Forças Armadas no Brasil devido à ideia presente em setores militares de que elas têm um papel de tutela da democracia e da República. Ciro prometeu mudar os critérios de promoção caso seja eleito em outubro.

“É preciso acabar de uma vez por todas com essa excrescência histórica de que a cúpula das Forças Armadas se atribui um papel tutelar sobre a democracia do Brasil, sobre a República brasileira. Isso tem que ser revogado de uma vez por todas no processo de formação dos militares porque não é por maldade, eles foram formados assim, eles ainda hoje são formados assim”, afirmou.

A declaração foi feita em entrevista à rádio CBN. Ciro respondia a uma pergunta da jornalista Miriam Leitão sobre as críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL) e parte dos militares ao processo eleitoral. Segundo o pedetista, é improvável que ocorra um golpe militar no país por falta de apoio de setores da sociedade.

Ele atribuiu os problemas na formação e na promoção das Forças Armadas a uma omissão dos governos anteriores e dos “democratas brasileiros” que, segundo ele, não tiveram o cuidado de fazer “um processo de mudança em diálogo com as forças militares”.

“Um dos meus compromissos é construirmos uma estrutura de Defesa em bases profissionais, sofisticadas e modernas sob o ponto de vista tecnológico”, disse.

AMAZÔNIA

Questionado sobre as mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips na Amazônia, Ciro culpou o governo Bolsonaro por “destruir a capacidade operacional das Forças Armadas” na região.
Segundo ele, os militares não têm efetivo, verba e tecnologia “para administrar uma imensa faixa de fronteira seca”, o que acabou transformando a área onde as mortes aconteceram num território administrado por uma “holding do crime”.

“Ali estabeleceu-se essa holding que é o narcotráfico claramente protegido por autoridades brasileiras, claramente protegido por autoridades, inclusive das Forças Armadas. Não aconteceria [o crime contra Bruno e Dom] se isso não fosse verdadeiro”, afirmou.

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