BUSCAR
BUSCAR
Transtornos

[VÍDEO] Chuvas voltam a alagar comunidade Cavaco Chinês, na Zona Norte de Natal

Ruas ficaram cobertas pela água após as precipitações registradas na capital; Emparn prevê continuidade das chuvas no litoral potiguar
Agora RN
21/07/2026 | 10:26

A Comunidade Cavaco Chinês, no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal, voltou a registrar pontos de alagamento após as chuvas que atingem a capital desde o fim de semana. Imagens registradas nesta terça-feira 21 mostram ruas completamente tomadas pela água, dificultando a circulação de pedestres.

O alagamento ocorre em meio ao elevado volume de precipitações registrado na capital. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Natal acumulou mais de 58 milímetros de chuva nas últimas 12 horas, volume registrado sobre um solo que já estava encharcado pelas precipitações dos últimos dias. De acordo com o órgão, esse cenário aumenta a possibilidade de transtornos em diferentes regiões da cidade.

Repórter fotográfico José Aldenir, do Agora RN, registrou a situação da comunidade Cavaco Chinês nesta sexta-feira 12 / Foto: José Aldenir
Ruas da comunidade Cavaco Chinês ficaram alagadas após as chuvas registradas em Natal - Foto: José Aldenir

A comunidade já enfrentou uma situação semelhante em 2023, quando sofreu com alagamentos prolongados que duraram cerca de dois meses, provocados pelas chuvas e pela cheia do Rio Doce. Na época, aproximadamente 60 imóveis foram afetados. A situação foi controlada apenas no fim de agosto daquele ano, após a conclusão de obras de drenagem executadas na área.

A Emparn informou que as chuvas no litoral potiguar devem continuar nos próximos dias, embora com menor intensidade em relação aos volumes registrados recentemente. A previsão é elaborada pela Unidade Instrumental de Meteorologia, que acompanha continuamente as condições atmosféricas e oceânicas responsáveis pela formação das precipitações no estado.

Segundo a análise meteorológica, o principal fator responsável pelas chuvas é o aquecimento das águas do Oceano Atlântico Sul nas proximidades da costa do Rio Grande do Norte. O fenômeno intensifica a evaporação, amplia a disponibilidade de umidade e, associado aos ventos predominantes de sudeste, favorece a formação de nuvens carregadas sobre a faixa litorânea.

A Emparn também informou que a atuação mais intensa da Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul contribui para o fortalecimento desses ventos, mantendo condições favoráveis à ocorrência de pancadas de chuva, principalmente no litoral do estado.

Confira o vídeo: