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Brasília

Cela que Bolsonaro ocupou na Papudinha segue reservada para eventual retorno

Ex-presidente cumpre atualmente prisão domiciliar temporária por razões humanitárias, medida concedida pelo ministro Alexandre de Moraes
Redação
22/06/2026 | 10:42

A cela ocupada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha e localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, continua sendo mantida pela corporação para uma eventual volta do político ao sistema prisional.

Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar temporária por razões humanitárias, medida concedida pelo ministro Alexandre de Moraes. O benefício tem duração de 90 dias e passou a valer após a alta hospitalar do ex-presidente, que havia sido internado após deixar a prisão.

Cela ocupada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha continua sendo mantida pela corporação para uma eventual volta do político ao sistema prisional. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Cela ocupada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha continua sendo mantida pela corporação. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Segundo informações obtidas junto a militares pela CNN, a cela permanece reservada como medida preventiva. O espaço recebe manutenção periódica, incluindo limpeza e troca regular das roupas de cama, para que esteja disponível caso haja determinação judicial para o retorno de Bolsonaro ao local.

A unidade possui estrutura separada, com quarto, banheiro, cozinha e área privativa. O espaço é destinado a militares, ex-militares e presos considerados vulneráveis.

Apesar de permanecer vinculada à eventual volta do ex-presidente, a cela chegou a ser utilizada temporariamente por Paulo Henrique Costa. Conforme relatos, ele precisou de um ambiente isolado para reuniões com advogados durante negociações relacionadas a uma possível colaboração premiada, em razão da ocupação das demais unidades disponíveis.

No mesmo batalhão também estão custodiados, em alas distintas, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, ambos condenados no processo que investigou a tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.