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Trabalho
Candidatos a prefeito de Natal dizem o que vão fazer para gerar empregos
Reportagem analisou o plano de governo de cinco candidatos a fim de identificar o identificar quais deles têm projetos para reduzir a atual taxa de 13,8% de desempregados
Redação
09/11/2020 | 06:20

Natal é a 11ª capital do País com a maior taxa de desemprego: 13,8%. São 67 mil natalenses em busca de um trabalho formal ou informal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao levantamento mais recente, feito no primeiro semestre de 2020 – período em que a pandemia do novo coronavírus não tinha causado os impactos socioeconômicos hoje conhecidos.

Em meio à crise sanitária e econômica, 219.430 pessoas que moram na capital foram beneficiadas com o auxílio emergencial – equivalente a 25% da população total. Embora o número supere a quantidade de desocupados e tenha ajudado muitos, o benefício vence em dezembro e, por isso, estratégias que garantam emprego e renda deverão ser adotadas a partir de 2021, de acordo com análises e orientações de especialistas.

As ações de enfrentamento ao abalo financeiro vigente devem ser executadas em janeiro, quando o prefeito e os 29 vereadores escolhidos nas eleições municipais deste ano iniciarão seus mandatos e assumirão a responsabilidade pela retomada da economia e promoção do bem estar social da população natalense nos quatros anos seguintes.

O que prometem os candidatos

O Agora RN analisou os planos de governo dos cinco candidatos à Prefeitura de Natal com mais intenções de votos na pesquisa Ibope divulgada pela InterTV no dia 26 de outubro a fim de identificar quais deles têm projetos para geração de emprego na capital.

Álvaro Dias (PSDB)

O prefeito e candidato à reeleição, Álvaro Dias (PSDB), afirma em seu plano de governo que pretende fortalecer a relação intersetorial entre as políticas de assistência social, educação e trabalho por meio dos centros públicos de emprego, trabalho e renda, ampliando o acesso ao mercado de trabalho formal, com priorização dos segmentos mais vulneráveis.

Ele pontua que investirá na política municipal de trabalho e renda, objetivando o enfrentamento do desemprego e da precarização do trabalho por meio de ações articuladas de qualificação profissional, intermediação da mão de obra, acesso ao microcrédito e incentivo à formação aos empreendimentos de economia solidária.

Além disso, o candidato promete instituir o Plano de Compras do Município, valorizando os empreendedores locais, fomentando o comércio e gerando emprego e renda para os cidadãos.

Álvaro Dias diz que quer implantar um centro público de trabalho e renda na Zona Norte de Natal, ampliando a oferta do atendimento para seguro-desemprego, encaminhamento para vagas de trabalho, intermediação de suporte financeiro para microempreendimentos, qualificação profissional de jovens e adultos e orientação nos setores psicossociais.

Kelps Lima (Solidariedade)

O candidato do Solidariedade declara que, se eleito, desenvolverá políticas de fomento ao empreendedorismo, ao trabalho, ao emprego e à renda, como: qualificação profissional e para o emprego; intermediação do emprego (ponte entre empresas e trabalhadores desempregados); fomento e capacitação do artesanato; estímulo a microempreendimentos; e promoção à economia solidária.

Kelps explica que as políticas de fomento incluem ações de qualificação da mão de obra local, de intermediação do emprego e de designação para arranjos produtivos comunitários, ao artesanato e à microempresa.

O candidato promete elevar as ações de Trabalho, Emprego e Renda, bem como as de Educação Permanente (capacitação e qualificação) à condição de políticas estratégicas de desenvolvimento do Município.

Kelps diz que irá buscar a formalização e uma parceria com a Secretaria de Trabalho, do Ministério da Economia, para ampliar, no Município, o acesso ao Sistema Público de Emprego (ferramenta que administra vasto banco de dados de vagas de emprego em todos os setores, em todo o Brasil).

Hermano Morais (PSB)

O candidato do PSB garante que, se eleito, relacionará os discursos sobre cultura, sobre esportes e sobre geração de emprego e renda com a prevenção à violência.

Hermano deseja desenvolver ações para pessoas em situação de vulnerabilidade e/ou risco social, com o objetivo de garantir o direito de inclusão ao mundo do trabalho, por meio do acesso aos cursos de qualificação e formação profissional.

O candidato assegura que como prefeito irá implementar busca ativa, no município, por vagas e oportunidades de trabalho; instituir cursos profissionalizantes para jovens com 18 a 29 anos; e elaborar parceria com entidades que preparem para o mercado de trabalho local, especialmente nas áreas de turismo e hotelaria.

Hermano promete, ainda, em plano de governo, promover políticas de inclusão social, trabalho e renda que combatam a discriminação da divisão sexual do trabalho em articulação com instituições representativas da indústria, comércio e serviços.

Senador Jean (PT)

O candidato do PT diz que a luta contra a desigualdade, a discriminação e a opressão de gênero, bem como as políticas voltadas à juventude devem resultar em ações estratégicas que garantam a todos e todas o direito à vida e à experimentação da cidade, assim como oportunidades de emprego e renda.

Jean quer, se for escolhido como gestor municipal, liderar e organizar a concepção, discussão e implementação de protocolos de segurança sanitária e operacional para cada setor econômico com a participação das autoridades científicas e de saúde, lideranças empresariais, sindicais, sociais e do terceiro setor para garantir o retorno seguro e eficiente das atividades econômicas, garantir empregos e assegurar a consolidação social e economicamente viável da retomada do crescimento e das oportunidades emergentes a partir do chamado “novo normal” em Natal.
O candidato deseja, também, transformar os centros públicos de apoio ao trabalhador e à trabalhadora em Núcleos de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Nate).

Delegado Leocádio (PSL)

O candidato do PSL afirma que, para incluir a parcela da população que vive abaixo da linha nacional de pobreza em Natal, adotará estratégias para gerar empregos, distribuir renda, aumentar a escolaridade e implementar políticas de transferência e complementação de renda.

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