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Internacional

Brics defende reforma da ONU e criação de dois Estados para resolver conflito Israel-Palestina

Declaração final da cúpula no Rio de Janeiro também repudia ataques contra o Irã e pede maior representatividade para países em desenvolvimento no Conselho de Segurança da ONU
Redação
06/07/2025 | 15:57

A declaração final da Cúpula do Brics, divulgada neste domingo 6, defende uma ampla reforma na Organização das Nações Unidas (ONU), com foco na modernização do Conselho de Segurança, além de apoiar a criação de dois Estados como solução para o conflito entre Israel e Palestina. O encontro reúne líderes dos 11 países-membros no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, e segue até segunda-feira 7.

Segundo informações do G1, o documento — intitulado “Declaração do Rio de Janeiro” — foi publicado pelo Ministério das Relações Exteriores e consolida as posições debatidas ao longo do ano pelos representantes do grupo. A carta destaca a necessidade de tornar o Conselho de Segurança da ONU mais inclusivo, eficiente e representativo, com maior participação de países da África, América Latina e Caribe.

Foto de família da 17ª Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro — Foto: Isabela Castilho | BRICS Brasil
Foto de família da 17ª Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro — Foto: Isabela Castilho | BRICS Brasil

Em relação ao Oriente Médio, o grupo reiterou apoio a uma solução negociada baseada na criação de dois Estados, como forma de garantir estabilidade duradoura entre israelenses e palestinos. O texto afirma que esse é “o único caminho” para alcançar a paz na região, ressaltando a importância de respeitar fronteiras reconhecidas internacionalmente.

Embora o Irã, um dos países-membros, historicamente não reconheça o Estado de Israel, a delegação iraniana apoiou o posicionamento conjunto. O gesto foi interpretado como um sinal de alinhamento pontual do bloco em nome da estabilidade regional, mesmo diante de divergências ideológicas entre os participantes.

Outro ponto relevante da declaração é a condenação de ataques recentes contra o Irã. O texto, no entanto, evita mencionar diretamente os autores das ações, mantendo linguagem diplomática e sem citar explicitamente os Estados Unidos ou outras potências.

A cúpula continua nesta segunda-feira 7 com a presença de países convidados, que se juntam aos membros do bloco para as etapas finais do encontro no Rio de Janeiro.

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