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Violência contra a mulher
Brasileiro é condenado por agredir a ex-namorada nos EUA
Mineiro Erick Bretz ficara 30 dias preso nos Estados Unidos. Sentença saiu no mês passado e foi divulgada pela vítima, Melissa Gentz, esta semana
Redação
11/11/2020 | 22:20

O mineiro Erick Bretz, de 27 anos, foi condenado a 30 dias de prisão nos Estados Unidos por agredir a ex-namorada brasileira Melissa Gentz, em 2018. Na época, Bretz foi liberado após pagar uma fiança, mas voltou a responder pelo crime de dois anos atrás, após descumprir a fiança ao cometer uma segunda agressão, em setembro deste ano, desta vez contra a atual companheira.

Melissa Gentz mora nos Estados Unidos há 5 anos e usou as redes sociais para chamar atenção para o caso e defender a prisão de Erick. “A mesma pessoa que me agrediu em 2018 foi presa novamente. Foi preso por bater em uma mulher novamente e tomar o celular dela”, contou a influencer em um vídeo divulgado em seu Instagram. Melissa ainda disse ter tido conhecimento da prisão do ex-namorado pelo seu advogado, mas contou que a última vítima de Erick decidiu não prosseguir com a denúncia após um acordo entre a família e advogados do acusado.

Família

Vicente Bretz, pai de Erick, é conhecido por ser um dos sócios de uma grande rede de supermercados no estado de Minas Gerais, entre outros empreendimentos. Gentz disse que, em 2018, houve uma tentativa de acordo no valor de R$ 10 milhões para que a denúncia não fosse feita, mas ela alegou ter negado o dinheiro. Questionada sobre a prisão, a mãe do réu, Mônica Bretz, confirmou o ocorrido e disse que o caso é “uma briguinha boba de namorados”. 

Caso Melissa

Em 2018, Melissa Gentz denunciou o namorado Erick Bretz por agressão e, no dia 22 de outubro, o rapaz foi detido por dano corporal agravado e violência doméstica por estrangulamento. A estudante teve um relacionamento de três meses com o acusado e relatou que o caso não foi isolado. Em setembro do mesmo ano, ela apareceu em vídeos com o rosto inchado e roxo, denunciado as agressões que sofria na casa de Erick, na Flórida. 

Ela chegou, também, a gravar momentos de alteração do rapaz, em que ele grita dizendo para Melissa “parar de fazer burrice e parar de ser burra”. E continua: “Você não aceita ter um homem que tem mais dominância que você, você não é o homem da relação. Você é uma mulher e tem que aceitar isso”. O acusado foi preso e solto logo em seguida após pagar uma fiança de 60 mil dólares, valor equivalente, na época, a R$ 245 mil reais.

A prisão

Ex-ministro da Justiça e mestre em direito internacional, Eugênio Aragão explica que Erick descumpriu a fiança e, por isso, responde pelo crime de 2018. “O fato é que o efeito de vigilância da fiança não existe mais. Ele quebrou esse processo e voltou a responder pelo crime”, explica. Ele analisa ainda que, por ser um estrangeiro nos Estados Unidos, o acusado deveria assumir as agressões e negociar um acordo com as autoridades americanas. “Acho difícil ele conseguir outra fiança. Quando há desonra desta fiança, ele a perde e volta ao ‘status quo’ (ao status atual, independentemente do momento)”, enfatiza. 

“Se o caso fosse aqui no Brasil, esse rapaz seria expulso do país. Agora, ele fica esse tempo recluso até as autoridades decidirem o que fazer com ele”, explica Aragão. 

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