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Denúncia
“Bolsonaro tirou recursos do Auxílio Brasil para pagar centrão”, diz Natália
Suspeitando de irregularidades, a deputada federal Natália Bonavides (PT) acionou o Ministério Público Federal (MPF) para que uma investigação seja instaurada para averiguar esse desvio de recursos públicos
Redação
27/05/2022 | 10:38

O Governo Federal, por meio do Ministério da Cidadania, retirou R$ 89,8 milhões que seriam direcionados para amenizar o impacto da Covid-19 em comunidades em situação de vulnerabilidade e encaminhou para compra de 247 equipamentos agrícolas. Suspeitando de irregularidades, a deputada federal Natália Bonavides (PT) acionou o Ministério Público Federal (MPF) para que uma investigação seja instaurada para averiguar esse desvio de recursos públicos.

“Bolsonaro retirou recursos do auxílio Brasil para pagar o centrão. Dinheiro que deveria ir para famílias em situação de vulnerabilidade. É inadmissível que a população mais pobre siga pagando a conta desse governo. Já não bastasse o orçamento secreto, agora a assinatura vem do próprio governo federal. Acionamos o MPF e esperamos que uma apuração seja feita”, pontuou.

Em junho de 2021, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o uso de sobras orçamentárias resultantes da transição do Programa Bolsa Família para o Auxílio Brasil, mas esse uso deve ser exclusivamente para custeios ligados ao combate aos efeitos da Covid-19, na intenção de mitigar o impacto da pandemia na vida das pessoas em situação de vulnerabilidade social. A compra dos 247 tratores desconsiderou a condicionante do TCU.

Na denúncia, Bonavides pontua também que um dos estados mais beneficiados foi a Bahia, onde o responsável pela aquisição dos equipamentos foi o então ministro João Roma, hoje pré-candidato ao governo do Estado. “É fundamental que se investigue a possibilidade de relação entre os fatos, como o desrespeito à determinação do Tribunal de Contas e a pré-candidatura do então ministro ao governo da Bahia”, alertou.

Jean: Governo não propõe política de preços de combustíveis

O senador Jean Paul Prates (PT) declarou, em pronunciamento no Senado Federal, que o governo federal age intencionalmente ao não apresentar uma proposta de política de preços para os combustíveis. “Eu acho que é um desinteresse voluntário, proposital. Se o presidente [Bolsonaro] alega que não controla a Petrobras e propõe, como solução, que se privatize a empresa, ora, que lógica é essa? Então, a culpa é sempre dos outros neste governo”, criticou.

Jean Paul também disse que: “nós estamos reduzindo a Petrobras tremendamente, em termos de ativos, para ter lucros temporários, enganosos, e distribuir esses lucros, quando dizíamos, há pouco tempo, que era para recuperar a empresa. E tudo isso está por trás desse processo do preço de combustível”.

Para ele, o presidente mascara a questão dos combustíveis para fazer de conta aos eleitores que está trabalhando para baixar os preços. “Não está, e nem quer fazer nada. A equipe econômica não quer usar as receitas extraordinárias com o petróleo alto para mitigar os preços internos. Essa troca teatral (constantes mudanças de presidente da Petrobras) traz danos irreparáveis à imagem da Petrobras, que enquanto, isso tem seus ativos sendo vendidos, lucra sem méritos administrativos e distribui tudo a poucos acionistas preferenciais em detrimento da economia e do povo brasileiro”, alertou.

Jean Paul Prates argumentou que não adianta trocar o presidente da Petrobras ou criar atrito com os governadores quando o problema está na mão de Bolsonaro. “Ele se esconde do dever de mudar a política de Preço de Paridade de Importação (PPI). É um absurdo um país autossuficiente abrir mão dessa vantagem estratégica em relação ao mercado global. Bolsonaro se exime de suas responsabilidades, simula ataques à Petrobras, diminui e desmoraliza a empresa”, argumentou o petista, questionando o fato do presidente da República não se reunir com governadores.

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