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Crítica
Bolsonaro não chamou Fátima para agenda no RN por “pirraça pessoal”, diz Mineiro
Para o secretário estadual, o presidente Bolsonaro manifestou “comportamento antirrepublicano”, “um vale-tudo – segundo Mineiro – que apequena o cargo"
Redação
24/08/2020 | 17:17

O secretário de Gestão de Projetos e Metas e Relações Institucionais do Governo do Estado, Fernando Mineiro, criticou o presidente Jair Bolsonaro por não ter convidado a governadora Fátima Bezerra para a agenda no Rio Grande do Norte na semana passada.

Sem a presença de Fátima, Bolsonaro visitou na última sexta-feira 21 as cidades de Mossoró e Ipanguaçu, onde entregou moradias populares e anunciou obras na área de segurança hídrica. Em discurso, ele também anunciou a nomeação da nova reitora da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e anunciou a prorrogação do auxílio emergencial até o fim do ano.

Na avaliação de Mineiro, Bolsonaro teve um “comportamento antirrepublicano” no episódio e só não chamou Fátima por “pirraça pessoal”.

“A obsessão por esconder o bom trabalho do Governo do RN e assumir a paternidade das obras levou o presidente da República a ignorar a governadora em agenda no Estado. Uma pirraça pessoal e também uma descortesia com o Rio Grande do Norte, que tem dois ministros no Governo Federal”, avaliou o secretário, em artigo publicado no jornal Tribuna do Norte, citando os ministros Fábio Faria (Comunicações) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).

Para o secretário estadual, o presidente Bolsonaro manifestou “comportamento antirrepublicano”, “um vale-tudo – segundo Mineiro – que apequena o cargo e a institucionalidade necessária nas relações entre os entes federativos”.

No artigo, Fernando Mineiro também acusa Rogério Marinho e o deputado federal General Girão (PSL) – indiretamente – de disseminarem notícias falsas acerca da atuação da gestão estadual na execução de obras. Ele rebateu as informações de que o governo Fátima estivesse prejudicando o andamento das obras da Barragem de Oiticica – executada com verbas federais. Segundo o secretário, a motivação para isso é o interesse dos dois ministros pela eleição de 2022.

“O parlamentar já tornou público o desejo de disputar a Prefeitura de Natal. O ministro quer emplacar candidatura ao Senado ou ao Governo do Estado daqui a dois anos. Em resumo: os dois falam e agem por puro cálculo político. Sem obras concretas, feitos significativos ou força popular para impulsionar voos mais altos, eles tentam construir uma carteira de realizações disputando ações e atribuições do governo local”, pontuou Mineiro.

Mineiro advertiu, ainda, que “a sociedade vê e pune os métodos dos quais se valem”. “Aliás, o ministro já sabe. Em 2018, foi rejeitado nas urnas, como troco por ter sido o relator no Congresso Nacional da lei que retirou direitos dos trabalhadores e instituiu modalidades abusivas de relações trabalhistas”, concluiu, citando a derrota de Rogério Marinho nas eleições de 2018 para deputado federal.

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