O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) agradeceu publicamente, na noite desta quinta-feira 17, uma carta enviada a ele pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em vídeo, Bolsonaro comentou o conteúdo da mensagem e voltou a se posicionar sobre o processo no qual é réu por tentativa de golpe de Estado.
“Recebi com muita alegria a sua carta pessoal endereçada a minha pessoa. Nela, a sua preocupação com a liberdade de expressão e também no tocante ao meu julgamento”, disse Bolsonaro ao mencionar Trump.
![[VÍDEO] Bolsonaro agradece carta de Trump e volta a negar tentativa de golpe](https://agorarn.com.br/files/uploads/2025/07/A-acao-foi-deflagrada-pela-85a-Delegacia-de-Policia-de-Joao-Camara-com-apoio-da-91a-DP-de-Poco-Branco-PMRN-Guarda-Municipal-e-ITEP-e-teve-como-objetivo-desarticular-um-grupo-criminoso-que-comer-10-830x468.png)
O ex-presidente voltou a negar que tenha participado de qualquer articulação golpista no Brasil e chamou o caso de “inexistente”.
“Estou sendo julgado por um golpe de Estado, dado no domingo, sem tropa, sem armas, com a minha presença nos Estados Unidos, algo completamente incrível. Um crime inexistente”, afirmou.
Ao final do vídeo, Bolsonaro voltou a agradecer Trump pela carta: “Mais uma vez, presidente Trump, muito obrigado pela carta. Conte com minha eterna gratidão”.
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A carta foi divulgada por Trump na rede social Truth Social ainda na noite desta quinta-feira, endereçada a Bolsonaro, dizendo que o ex-presidente é alvo de “ataques” de um “sistema injusto”.
– Jair Bolsonaro responde à carta de @realDonaldTrump . pic.twitter.com/Pj91AAxcHa
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) July 18, 2025
“Este julgamento precisa parar imediatamente”, afirmou, se referindo ao processo penal no qual Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por fazer parte do que seria um plano de golpe contra o resultado das eleições de 2022.
Trump segue a carta afirmando que está “muito preocupado” com os ataques à liberdade de expressão “tanto no Brasil como nos Estados Unidos” que estariam vindo “do atual governo”.