O desempenho da alfabetização no Rio Grande do Norte voltou ao centro do debate na Assembleia Legislativa após a divulgação de novos dados nacionais. Em pronunciamento, o deputado estadual Hermano Morais (PV) destacou que o Estado alcançou 48% de alunos com nível adequado de alfabetização, índice ainda distante da meta nacional de 80% até 2030, estabelecida pelo Ministério da Educação.
Ao comentar o levantamento, baseado em avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o parlamentar ressaltou que a presença do aluno na escola não garante aprendizado efetivo. “Não basta estar na escola. Isso já é muito importante, mas é preciso que o aluno tenha boas condições de aprendizado, com leitura e escrita consolidadas já no segundo ano do ensino fundamental”, afirmou.

Hermano chamou atenção para o histórico de desempenho do Estado, que, segundo ele, ainda carrega dificuldades estruturais. “O Rio Grande do Norte vem amargando, como sabemos, péssimos índices do Ideb, seja no ensino fundamental, seja no ensino médio, e precisamos enfrentar essa questão”, disse. Embora reconheça uma evolução recente — com avanço em relação ao patamar anterior de 39% —, ele pondera que o ritmo ainda é insuficiente diante do desafio nacional.
“Estamos com 48%, houve melhora e isso precisa ser registrado, mas ainda estamos muito longe do ideal”, afirmou. O deputado também situou o Estado no cenário nacional, destacando que a maior parte das unidades da federação já avançou além desse patamar. “Temos 19 estados e o Distrito Federal que já alcançaram a meta estabelecida, enquanto o RN permanece entre os que ainda não conseguiram atingir esse nível”, observou.
Para o parlamentar, o resultado reforça a necessidade de atuação integrada entre diferentes esferas de governo. “Esse esforço precisa ser feito de forma conjunta, envolvendo municípios, Estado e União, porque é exatamente na alfabetização que se constrói a base de todo o processo educacional”, afirmou.
Ao final, Hermano ressaltou que o impacto da alfabetização vai além dos primeiros anos escolares e compromete toda a trajetória acadêmica. “É nesse momento que se cria a base para que o aluno possa avançar nos estudos e chegar à universidade com condições reais de aprendizado. Por isso, precisamos evoluir muito mais”, concluiu.