BUSCAR
BUSCAR
Montadora

Baic prepara estreia e invasão ao Brasil

Montadora chinesa aposta em eletrificação, expansão de concessionárias e possível produção local para disputar mercado no país
Por O Correio de Hoje
24/04/2026 | 14:03

A Baic Group avança em sua estratégia de entrada no mercado brasileiro com um plano estruturado de longo prazo, que inclui lançamento oficial da marca em outubro e expansão acelerada da rede de concessionárias. A operação será coordenada a partir de um escritório já estabelecido em São Paulo, com presença inicial em estados como Paraíba, São Paulo e Minas Gerais.


A montadora pretende alcançar 20 lojas até o fim de 2026 e cerca de 50 pontos de venda em 2027, em linha com o movimento recente de outras fabricantes chinesas no país. O plano inclui não apenas a importação de veículos, mas também estudos para produção local, seja por meio da construção de uma fábrica própria ou de parcerias industriais com estruturas já existentes.

Baic Copia
Para sustentar a entrada, a Baic prepara uma ofensiva com quatro modelos a partir deste ano, com elétricos Foto: Divulgação


Para sustentar a entrada, a Baic prepara uma ofensiva com quatro modelos a partir de 2026, incluindo o elétrico Arcfox T1, o SUV X55, o BJ30 e uma picape ainda não nomeada. O portfólio evidencia o foco em eletrificação e posiciona a empresa para competir com rivais como BYD e GWM, já consolidadas no segmento no Brasil.


O Arcfox T1 desponta como destaque inicial, com motor de 95 cv, torque de 18 kgfm e bateria de 42,4 kWh, que garante autonomia de até 400 km no ciclo chinês. Já o BJ30 amplia a proposta com dois motores elétricos e tração integral, entregando 409 cv e 69,9 kgfm, em um conjunto que combina desempenho elevado com tecnologia híbrida avançada.


Além do portfólio inicial, a estratégia da marca inclui o fortalecimento de imagem por meio da linha de SUVs BJ, com foco em robustez e apelo off-road. Modelos como o BJ40, previsto para 2027, devem disputar espaço com veículos como o GWM Tank 300, enquanto o BJ60 amplia a proposta com maior sofisticação e conjunto híbrido.


A possibilidade de produção local é tratada como eixo central da operação, sinalizando compromisso com o mercado brasileiro. A empresa avalia tanto a construção de uma planta industrial quanto a formação de joint ventures, o que pode ampliar a competitividade em custos e logística no médio prazo.


A chegada da BAIC ocorre em um contexto de crescente presença de montadoras chinesas no Brasil, impulsionada pela demanda por veículos eletrificados e pela abertura do mercado a novas tecnologias. Ainda assim, a empresa enfrentará desafios relacionados à consolidação da rede, pós-venda e valor de revenda, fatores considerados críticos para a sustentação da operação no país.