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Economia

Audiência de conciliação sobre o decreto do IOF termina sem acordo entre governo e Congresso

Decisão sobre o tema vai caber ao ministro Alexandre de Moraes, do STF
Redação
16/07/2025 | 07:05

Audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) terminou sem acordo entre os representantes do governo federal, do Congresso Nacional e dos partidos autores das ações que questionam a medida.

Sem acordo, a decisão agora sobre manter o decreto presidencial de Lula cabe ao relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.

Audiência de conciliação sobre o decreto do IOF termina sem acordo entre governo e Congresso - Foto: ANTONIO AUGUSTO / STF
Audiência de conciliação sobre o decreto do IOF termina sem acordo entre governo e Congresso - Foto: ANTONIO AUGUSTO / STF

A reunião foi realizada nesta terça-feira 15, na sala de audiências do STF, sob a presidência de Moraes.
Participaram do encontro representantes da Procuradoria-Geral da República, da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Fazenda, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e dos partidos autores das ações.

De acordo com o termo oficial da audiência, Moraes expôs os pontos centrais da controvérsia e abriu espaço para manifestação das partes. Tanto o Executivo quanto o Congresso mantiveram as posições já apresentadas nos autos. O PL reiterou o pedido para que o STF declare a inconstitucionalidade do decreto que majorou o IOF. Já o Psol solicitou a queda do decreto legislativo que derrubou o aumento.

A representante do Senado, Gabrielle Tatith Pereira, chegou a solicitar mais prazo para negociações, mas, diante da suspensão liminar do decreto presidencial, prevaleceu o entendimento de que a via judicial seria o caminho mais adequado para resolver o impasse.

O ministro Alexandre de Moraes, então, determinou a remessa dos autos para decisão final. Não foi agendada nova audiência.