O cantor Amado Batista foi incluído na atualização da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal nesta segunda-feira 6. O cadastro reúne empregadores autuados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.
De acordo com o documento, o artista aparece em duas autuações registradas em 2024, no município de Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). Os casos envolvem propriedades identificadas como Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e Sítio Recanto da Mata, com quatro funcionários.

Ao todo, as ocorrências mencionam 14 trabalhadores vinculados às áreas fiscalizadas.
Procurada pelo jornal Metrópoles, a equipe do cantor negou as irregularidades. Em nota, afirmou ser “completamente falsa e inverídica” a informação de que houve resgate de trabalhadores nas propriedades.
A assessoria informou ainda que houve uma fiscalização em uma fazenda arrendada por Amado Batista para o plantio de milho, onde foram identificadas irregularidades na contratação de quatro trabalhadores. Segundo a defesa, esses funcionários eram vinculados a uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área.
O posicionamento também destaca que foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em 2024 e que todas as obrigações trabalhistas foram quitadas. A equipe acrescenta que medidas administrativas estão sendo adotadas para o encerramento do caso.
A “lista suja” é atualizada periodicamente e tem como objetivo dar transparência a empregadores autuados por práticas consideradas ilegais nas relações de trabalho.