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Coluna
Alex Viana: O rompimento de Carlos Eduardo e Álvaro Dias e os bastidores das eleições de 2022
Confira a coluna de Alex Viana deste sábado 19
Alex Viana
19/06/2021 | 07:39

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, deu o start no rompimento com seu aliado e seu ex-vice-prefeito Álvaro Dias. Disse que fazia tempo que sequer falava com o atual prefeito de Natal.

Álvaro deu o troco com mais força e disse que não tem nenhum tipo de compromisso com o filho de Agnelo. A brincadeira está só começando. Álvaro Dias estava exercendo o mandato de deputado Estadual pelo MDB.

Carlos Eduardo se aproximou do partido dos primos e pediu indicação de vice em sua chapa de reeleição. O MDB indicou Álvaro Dias, que não tinha potencial eleitoral em Natal, pois suas bases principais estavam no interior, especialmente no Seridó. Carlos Eduardo obteve, juntamente com Álvaro Dias, 225.741 votos, ou 63,42% dos votos válidos. A chapa derrotou outros seis candidatos e ganhou a eleição em primeiro turno.

Movido por uma avaliação equivocada a respeito do pleito Estadual de 2018, Carlos Eduardo aventurou-se a repetir a saga de Wilma de Faria e renunciou ao mandato para concorrer ao Governo do Estado.

Entregou a Prefeitura de Natal ao seu então vice, Álvaro Dias e foi ao embate das urnas. Perdeu nos dois turnos para Fátima Bezerra. Álvaro ganhou uma Prefeitura de presente e Carlos Eduardo ficou sem mandato.

Vem a eleição municipal de 2020. Álvaro Dias, que havia virado titular do mandato, estava bem avaliado, trabalhou bem sua imagem durante a pandemia e foi candidato a reeleição. Carlos Eduardo indicou Aíla Cortez, filha do saudoso ex-governador Cortez Pereira e prima de sua esposa, para ser vice de Álvaro. Indicação aceita.

Abertas as urnas, Álvaro Dias é reeleito prefeito de Natal no primeiro turno, com 194.764 votos, o que correspondeu a 56,58% dos votos válidos.

Depois da eleição, Álvaro tratou de abandonar o partido que havia indicado seu nome para vice de Carlos Eduardo, o MDB. Trocou pelo PSDB. Carlos Eduardo, que não é de fácil temperamento, afastou-se do prefeito que havia ajudado a eleger. Manteve algumas indicações na gestão municipal, mas o clima não é dos melhores.

Para 2022, Carlos Eduardo não consegue engolir que o nome de Álvaro aparece melhor situado para a disputa majoritária que o dele. Para piorar a situação, Carlos Eduardo começou a bater nos aliados bolsonaristas de Álvaro e o marido de Amanda deu o troco. Disse que já cumpriu o compromisso com o filho de Agnelo e que em 2022 a história é outra.

As chamas estão acesas na relação entre Álvaro Dias e Carlos Eduardo. Para se transformar em fogaréu não falta muita coisa.

O rompimento entre os dois atuais aliados prejudica muito mais Carlos Eduardo do que Álvaro Dias. O ex-prefeito está sem mandato e sem rumo para o pleito do próximo ano. O atual prefeito está em situação confortável, pois não pretende disputar a eleição de 2022 e caminha para fazer uma gestão marcante na capital potiguar.

A língua de Carlos Eduardo, alimentada por seu temperamento, vai conseguir juntar o combustível que falta para tocar fogo na aliança e transformar aliado em adversário. Diz o ditado popular que ‘quando um não quer, dois não brigam’. Nesse caso, parece que os dois querem brigar.

O rompimento é só uma questão de tempo. E de oportunidade.

*Do Blog do jornalista Túlio Lemos

Teatro renovado

A governadora Fátima Bezerra (PT) visitou a obra de reforma do Teatro Alberto Maranhão, com portas fechadas de 2015. Segundo ela, com recursos do Banco Mundial e investimento de R$ 2,5 milhões, é a primeira vez que o teatro recebe uma reforma desse tamanho. “Renovamos a parte elétrica, hidráulica e climatização, implantamos a acessibilidade, reestruturamos palco e camarins, fizemos o paisagismo, implementamos esgoto e combate a incêndio”, disse na oportunidade.

Voto impresso, não

Pré-candidato nas eleições do ano que vem, Carlos Eduardo tomou posição diversa da do presidente Jair Bolsonaro em relação ao retorno do voto impresso. “A simples hipótese de volta do voto impresso é, por si só, uma aberração. O sistema de urna eletrônica adotado no Brasil é modelo e exemplo mundial. Tecnologia rápida, segura eficiente”, disse.

Erro fatal

O Brasil está prestes a atingir a trágica marca de 500 mil mortes em decorrência da Covid-19, um número que poderia ser muito menor se o presidente Jair Bolsonaro tivesse defendido a vacinação desde o início.

Meio milhão

A equipe de Jair Bolsonaro desdenhou das negociações para a compra de doses da farmacêutica Pfizer. Se tivessem sido importadas antes, não estaríamos à beira da marca de meio milhão de famílias destroçadas.

Vacina salva

Estudos das universidades Federal de Pelotas e de Harvard mostra que desempenho das vacinas, mesmo com variantes, foi crucial para salvar vidas de idosos nos país. Foram avaliados 235 mil óbitos de 3 de janeiro a 27 de maio.

Prumo, finalmente

Próximo de completar meio milhão de vidas perdidas, o Brasil parece, finalmente, recuperar o prumo. O país conseguiu vacinar 2,2 milhões de pessoas em um só dia.

Efeito vacinas

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou o fim das restrições contra a Covid-19 no Estado. “Podemos voltar à normalidade tal qual a conhecemos”, disse ele. Em Tóquio, a pouco mais de um mês das Olimpíadas, foi decretado o fim do estado de emergência, após queda de 48% dos casos.

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