Uma adolescente de 17 anos apreendida em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, confessou ter colocado arsênico em um bolo de pote que causou a morte de Ana Luiza de Oliveira Neves, também de 17 anos, no domingo 1. A jovem disse que o motivo foi “raiva e ciúmes” e que pretendia apenas “dar um susto” nas vítimas.
Segundo a investigação, o veneno foi comprado pela internet. A Justiça aceitou o pedido de apreensão, e a adolescente se encontra detida. O caso é acompanhado pela Vara da Infância e Juventude.

Por ter menos de 18 anos, a adolescente é considerada penalmente inimputável segundo a legislação brasileira, e pode ser submetida a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A medida mais severa nesses casos é a internação.
De acordo com o ECA, a internação é uma medida privativa de liberdade aplicada em casos excepcionais, como atos infracionais cometidos com grave ameaça ou violência à pessoa. O tempo máximo de detenção é de três anos, com reavaliações a cada seis meses. A liberação é obrigatória ao completar 21 anos.
Em depoimento à Polícia Civil, a jovem disse estar passando por problemas psicológicos e afirmou se sentir arrependida.