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Entrevista

“A comédia hoje vive um drama”, avalia Fábio Porchat

Artista se apresenta em Natal no dia 18 de abril, no Teatro Riachuelo
Nathallya Macedo
22/03/2024 | 07:18

Olhares críticos são sempre bem-vindos. Mais que isso, são impulsionados diariamente numa sociedade que busca evolução. Não é diferente no mundo da comédia, segundo o artista Fábio Porchat. Para ele, a comédia hoje vive um drama justamente por abarcar mais responsabilidades diante de uma perspectiva inclusiva.

Referência no humor brasileiro, Fábio Porchat se apresenta em Natal no dia 18 de abril, no Teatro Riachuelo. O novo espetáculo de stand-up “Histórias do Porchat” retorna com histórias de situações já vividas por ele em suas inúmeras viagens pelo mundo.

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Fábio Porchat fala sobre comédia no Brasil. Foto: Davi Nascimento

Em entrevista à Revista Cultue, o artista falou sobre suas visitas à capital potiguar, além de elencar expectativas para o futuro da comédia no país. “A comédia no Brasil durante muito tempo foi preconceituosa, então tem que mudar. Hoje em dia as pessoas estão com um certo receio do que podem falar, do que não podem, mas eu acho que isso é a evolução, é o avanço, e assim vamos nós. Eu vejo a comédia muito mais inclusiva no futuro”, pontuou.

Confira a entrevista completa:

Cultue – Quais são suas principais inspirações? Você já imaginava que se tornaria tão reconhecido quando começou na comédia?
Fábio Porchat –
Minhas inspirações são várias. Eu, pequenininho, adorava assistir TV Pirata, era uma coisa que eu ficava muito encantado. Hoje, Fernanda Torres, Pedro Cardoso, Regina Casé são pessoas bastante inspiradoras. Mas eu posso dizer que até Chaves foi aquilo que eu assisti com muita vontade. Quando a gente começa a fazer as coisas, a gente quer que dê certo, né? A gente quer que as pessoas gostem do nosso trabalho. Mas eu jamais imaginaria chegar no lugar como eu estou hoje, muito feliz. Mas sabendo que ainda tem muita coisa pela frente para acontecer ainda.

Cultue – Você já visitou Natal algumas vezes, certo?
Fábio Porchat –
Eu já fui a Natal algumas vezes, não só de férias, mas para me apresentar. Conheço bem a cidade, já conheço o litoral do Rio Grande do Norte. Já fui também com a minha irmã, a gente fez uma viagem gostosa. Então estou animado, porque eu sei que o povo de Natal adora dar risada.

Cultue – O que podemos esperar das suas histórias no stand-up?
Fábio Porchat –
Olha, o ‘Que História É Essa’ vai voltar a passar na TV exatamente um dia antes da minha peça em Natal. Então vou estar com a peça chegando quente, com o programa, com o filme com a Sandy. E uma história que eu acho que vai marcar muito nessa temporada é a história de um rapaz que queimou o dedo e para fazer um enxerto no dedo ele teve que tirar a pele do pênis. [risos] Ele hoje tem pele do pênis no dedo. Isso vai ser bem engraçado. E as minhas histórias do stand-up são as minhas histórias de viagem mais malucas, que eu fiquei frente a frente com um gorila em Ruanda, um hipopótamo partiu para cima de mim em Botsuana, eu fiz uma massagem quase erótica na Índia. Então são algumas coisas malucas que aconteceram comigo nas viagens que eu acabo colocando no stand-up.

Cultue – Como você enxerga o futuro da comédia no Brasil e no mundo?
Fábio Porchat –
A comédia eu acho que vive um drama hoje, porque as pessoas estão cobrando da comédia um tipo de olhar, e com razão. A comédia no Brasil durante muito tempo foi preconceituosa, então tem que mudar. Hoje em dia as pessoas estão com um certo receio do que podem falar, do que não podem, mas eu acho que isso é a evolução, é o avanço, e assim vamos nós. Eu vejo a comédia muito mais inclusiva no futuro, com muito mais gente fazendo comédia e todo mundo podendo rir de tudo.

Cultue – Você considera importante que comediantes tenham um posicionamento social em seus trabalhos?
Fábio Porchat –
Eu acho que o posicionamento social é sempre muito importante, não só para comediantes, não só para artistas, mas para todo mundo. É saber que há uma responsabilidade de comunidade ao nosso entorno. A gente tem que olhar as pessoas em volta e ver quem precisa, quem não precisa e que diferença a gente pode fazer com o nosso trabalho. E no meu caso é fazer as pessoas darem risada.

Cultue – Como você lida com as críticas?
Fábio Porchat –
Críticas sempre acontecem. Tem gente que gosta, tem gente que não gosta, tem gente que é fã, tem gente que é hater. Eu acho normal, eu acho que é natural. Não dá para todo mundo rir de tudo. Tem gente que gosta mais de um, gosta mais do outro. Sendo saudável eu acho ótimo, eu lido bem. Eu converso com as pessoas nas redes para entendê-las também.

Serviço

“Fábio Porchat – Histórias Do Porchat”
Dia 18 de abril, quinta-feira, às 21h, no Teatro Riachuelo
CANAIS DE VENDAS OFICIAIS: Bilheteria do Teatro Riachuelo (Terça a sábado, das 14h às 20h) ou no site uhuu.com