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Pandemia
Rio Grande do Norte completa 100 dias de convivência, prejuízos e luto com a Covid-19
Quinze mil infectados e mais de 600 famílias enlutadas ao longo de três meses, o Agora RN narra a trajetória da Covid-19 - e do novo coronavírus - em terras potiguares, a doença infecciosa que alterou completamente a rotina da população
Jalmir Oliveira e Ana Lourdes Bal
19/06/2020 | 05:06

O Rio Grande do Norte completa nesta sexta-feira (19) 100 dias desde que registrou o primeiro caso de Covid-19, confirmado pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) em 12 de março. Desde aquele dia, quando uma mulher de 24 anos, moradora de Natal, chegou de uma viagem à Europa com a doença, o novo coronavírus já foi responsável pela morte de 655 de pessoas. Além disso, outros 15.889 potiguares contraíram o vírus ao longo do período.

A pandemia modificou a rotina da população, enlutou famílias, distanciou pessoas e trouxe novos termos ao léxico cotidiano do potiguar. Hoje é comum comentar sobre isolamento social, quarentena, taxa de contágio e pico epidêmico. O fato é que os 100 dias de Covid-19 no Rio Grande do Norte deixarão marcas – e traumas – que irão se perpetuar por um longo tempo.

O Agora RN realizou comparativos com os números divulgados no Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde Pública, a partir de 23 de março, dez dias após o primeiro caso, até os dias atuais. Em 23 de março, eram 14 casos e nenhuma morte. Os números cresceram e, até esta quinta-feira (18), foram contabilizados 15.889 casos confirmados e 655 óbitos.

Observando os dados divulgados pela Sesap ao longo desses dias, pode-se perceber um padrão nos perfis de pessoas que se contaminam com a doença. Geralmente são pessoas com idades de 30 a 49 anos. As porcentagens do total de pessoas com a doença nas datas variam entre 30,3% e 50,9%. No boletim epidemiológico desta quarta-feira (17), foi observado que 7511 dos doentes tinham idades entre 30 a 49 anos, correspondendo a 47,9% do total de contaminados da data.

Dados oficiais da Sesap. Foto: Reprodução

Já analisando a questão do gênero, nos 20 primeiros dias da doença, as mulheres eram a maioria nos números de contaminados. Porém, após o dia 14 de abril até os dias atuais, as porcentagens tanto femininas quanto masculinas oscilam em números bastante próximos. Na quarta-feira (17), 7.952 homens estavam ou estão contaminados pela doença, correspondendo a 50,7% do total de casos confirmados.

Já em relação às mortes, a maior parte que é vítima fatal da doença tende a ser do grupo do risco, onde se encontram pessoas com doenças crônicas e/ou com mais de 60 anos. As porcentagens variam em 50% a 84,2% entre os dias 23 de março a 17 de junho.

Nessa linha, as pessoas que têm mais de 60 anos são maioria em falecer pela doença. As porcentagens variam entre 50% e 66,3%. Outro item a ser destacado é o fato que a maioria das pessoas que morrem por Covid-19 são homens, variando entre 58% e 75%.

Cidades, incidência e mortalidade

Ainda segundo os boletins da Sesap, até o dia 30 de março, haviam 82 casos confirmados de coronavírus, espalhados em 14 cidades do RN. No dia 30 de abril, eram 1297 contaminados em 87 cidades. Em 30 de maio, 7.402 doentes e 145 cidades. Em 17 de junho, haviam 15.690 confirmados em 159 cidades do estado.

Já em relação aos óbitos, até o dia 30 de março, havia apenas uma morte. Dia 30 de abril, cresceu para 55 óbitos em 21 cidades. Já em 30 de maio, eram 305 óbitos em 48 cidades. Em 17 de junho, 626 mortes em 69 cidades.
Já observando os números de incidência no Estado, em 30 de abril, o RN tinha 37,1 casos confirmados pela taxa por 100 habitantes. Os municípios que tinham as taxas mais altas de contaminados eram Encanto (178,3), São Rafael (73,1) e Açu (72,9).

Em 30 de maio, o número cresceu para 210,4 no RN, tendo as cidades de Areia Branca (810,1), Apodi (691,9) e Felipe Guerra (568,1) com os maiores índices.

Nesta quarta-feira (17), a Sesap divulgou a taxa de incidência de 447,4 para o RN. Areia Branca (1393,4) e Apodi (1274,9) seguem nas três cidades onde a incidência é mais alta. Em terceiro lugar, está Caiçara do Rio do Vento, com 782,2 casos confirmados por 100.000 habitantes.

Já observando a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes, no dia 30 de abril, o Rio Grande do Norte tinha 1,58 casos. Os municípios de Tenente Ananias (18,7), Encanto (17,8) e Lagoa de Pedras (13,3) tinham as maiores taxas.

Em 30 de maio, o RN subiu esse número para 8,61, com Areia Branca (61,2), Alto do Rodrigues (41,3) e Taboleiro Grande (39,0) com os maiores números dos municípios potiguares. Em 17 de junho, a Sesap divulgou no boletim epidemiológico que o RN tinha uma taxa de 17,71. Areia Branca continua sendo a primeira da lista, com 122,4. Ipanguaçu (45,2) e Senador Georgino Avelino (45,0) são os outros municípios que têm taxa de mortalidade mais alta por 100 mil habitantes.

Leitos no RN

Segundo a Sesap, no dia 17 de março, o Estado tinha 384 leitos disponibilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 232 públicos nas redes estaduais e municipais, entre locais filantrópicos ou privados contratualizados. Com o avanço da pandemia, o Governo abriu novos 182 leitos críticos específicos para pessoas com suspeita ou confirmação de Covid-19. A soma com os antigos leitos e os que foram acrescentados resulta em 566 leitos.

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