O Governo do Rio Grande do Norte informou que está desenvolvendo estudos para uma reforma no calçadão de Ponta Negra, na Avenida Engenheiro Roberto Freire, trecho da RN-063 que apresenta problemas nas calçadas e reclamações de pedestres. Apesar do diagnóstico já realizado, ainda não há definição sobre quando as intervenções serão iniciadas.
A situação é observada, entre outros pontos, nas proximidades do acesso à Via Costeira. Em cerca de 30 metros, a calçada apresenta deformações, pedras portuguesas soltas e desníveis que dificultam a passagem de pedestres, corredores, idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Em determinados pontos, usuários chegam a utilizar a pista para contornar os obstáculos.

Por se tratar de uma rodovia estadual, a área está sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER-RN). Segundo o secretário estadual de Infraestrutura, Gustavo Coelho, o levantamento realizado pelo Governo não se limitou às condições do passeio público e analisou o conjunto da rodovia.
“Foi feito todo o diagnóstico daquele equipamento, não somente do calçadão, mas todo o sistema que compõe a rodovia. Trata-se de um sistema construtivo em pedra portuguesa que tem algumas dificuldades de manutenção”, afirmou Gustavo Coelho.
O secretário reconheceu ainda que o tipo de pavimentação existente na calçada apresenta limitações relacionadas à acessibilidade. O Governo aguarda o avanço dos estudos para decidir qual intervenção será adotada no local.
“É também muito pouco recomendado para a questão da acessibilidade, mas de fato é o que temos. E a gente está aguardando exatamente a evolução desses estudos, desses projetos, para que a gente possa de fato escolher qual é a solução que vai ser adotada ali”, declarou.
A intervenção estudada não deve ficar restrita à área danificada da Roberto Freire. De acordo com o secretário, existe planejamento para reestruturar a rodovia desde o viaduto de Ponta Negra, passando pela Rota do Sol e por Parnamirim, até Nísia Floresta.
O diagnóstico identificou interferências ao longo do percurso, e a proposta em elaboração pretende contemplar tanto a circulação de pedestres quanto o tráfego de veículos.
“Manter o máximo de segurança possível para que a gente possa ter o pedestre circulando naquela rodovia”, disse o secretário.
O acúmulo de areia é outro problema relatado por quem utiliza o calçadão. De acordo com frequentadores, o material é levado da encosta para a área durante as chuvas e permanece sobre o passeio, dificultando a circulação. Usuários também apontam a presença de lixo, mato e falta de manutenção em alguns pontos do percurso.