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Operação Sine Mora

Vereadora Carol Pires tem celular apreendido em operação sobre venda de exames no Walfredo Gurgel

Parlamentar de Parnamirim diz que entregou aparelho voluntariamente, ainda não teve acesso aos autos e nega irregularidades
Agora RN
07/10/2026 | 16:34

A vereadora de Parnamirim Carol Pires (União) teve o celular apreendido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, na manhã desta quarta-feira 7. A diligência faz parte da Operação Sine Mora, que investiga possível venda irregular de acesso a exames no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.

Em nota, a parlamentar informou que entregou voluntariamente o aparelho, com a senha, para averiguação. Afirmou que ainda não teve acesso aos autos e desconhece os fatos investigados. A Polícia Civil não detalhou a suspeita relacionada à vereadora nem informou qual teria sido sua participação no possível esquema.

Vereadora Carol Pires durante atividade na Câmara Municipal de Parnamirim
Parlamentar diz que não teve acesso aos autos e desconhece investigação - CMP / Divulgação

Carol é filha da vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires (União). A parlamentar disse que acionou sua defesa jurídica para obter acesso ao processo e compreender o objeto da apuração. Também negou ter praticado atos ilícitos, tanto no exercício do mandato quanto em outras circunstâncias relacionadas à investigação.

Carol declarou ter interesse no esclarecimento dos fatos e afirmou que divulgará novas informações quando conhecer o conteúdo dos autos.

Operação investiga venda de exames

A Polícia Civil cumpriu 15 mandados de busca e apreensão na Operação Sine Mora, que tem sete investigados. A ação contou com apoio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Norte (Gaeco/MPRN).

Segundo a polícia, servidores públicos e terceiros teriam facilitado irregularmente a realização de exames custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante recebimento de vantagens indevidas.

A Sesap informou que a apuração envolve acesso a tomografias e radiografias. A investigação começou a partir de informações encaminhadas pela secretaria sobre inconsistências entre os registros de entrada de pacientes e os exames realizados, além de atendimentos fora do fluxo regular do hospital.

A Justiça determinou medidas cautelares contra sete investigados, incluindo o afastamento de cinco servidores efetivos do Walfredo Gurgel. A Sesap afirmou que a investigação é anterior à atual gestão da pasta e da direção do hospital e que ambas colaboraram com a apuração.

Celulares e documentos recolhidos durante as diligências serão analisados. A Polícia Civil não informou os valores supostamente cobrados nem por quanto tempo o possível esquema teria funcionado.

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