\n\n\nSesap diz colaborar com operação sobre fraudes em home care
BUSCAR
BUSCAR
Saúde pública

Sesap diz colaborar com operação que apura desvio de R$ 37 milhões em home care

Secretário Alexandre Motta afirma que pasta fornece informações ao MPRN e criou estruturas internas para analisar contas de atendimento domiciliar
Agora RN
27/08/2026 | 16:20

O secretário de Estado da Saúde Pública, Alexandre Motta, afirmou nesta quinta-feira 27 que a Sesap tem colaborado com as investigações sobre contratos de atendimento domiciliar no Rio Grande do Norte. A declaração foi dada após o Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagrar a Operação Oxigênio Financeiro, que apura a lavagem de recursos supostamente desviados de serviços de home care.

Segundo o MPRN, mais de R$ 37 milhões teriam sido desviados dos cofres do Estado e do Município de Natal por meio de fraudes em ações judiciais e contratos de assistência domiciliar. As suspeitas ainda estão sob investigação.

Secretário estadual da Saúde Alexandre Motta fala sobre a Operação Oxigênio Financeiro
Secretário estadual da Saúde, Alexandre Motta, afirmou que a Sesap colabora com as investigações da Operação Oxigênio Financeiro — Foto: Reprodução

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais ligados aos investigados. As diligências mobilizaram nove promotores de Justiça, 36 servidores do MPRN e 36 policiais militares.

Sesap afirma que fornece informações

Alexandre Motta disse que a secretaria fornece de forma contínua as informações solicitadas pelos órgãos responsáveis pela apuração. Segundo ele, a pasta também criou um núcleo para atender às demandas do setor jurídico e uma comissão encarregada de avaliar as contas apresentadas à Sesap.

O secretário afirmou que as medidas buscam ampliar o controle sobre os processos relacionados ao atendimento domiciliar.

Operação é desdobramento da Curari Domi

A Oxigênio Financeiro é um desdobramento da Operação Curari Domi, realizada pelo MPRN em abril de 2025. A investigação começou após o órgão identificar um crescimento considerado anormal no número de ações judiciais que obrigavam o poder público a custear serviços de home care.

Na primeira etapa, o Ministério Público apontou indícios de laudos médicos repetidos ou inflados, preços superfaturados, cobranças por serviços não prestados e inclusão de medicamentos, equipamentos e insumos que não teriam sido utilizados pelos pacientes.

A nova fase apura se parte dos recursos teria sido usada para comprar estabelecimentos comerciais e constituir empresas destinadas à ocultação patrimonial. Conforme o MPRN, uma manicure e uma empregada doméstica teriam figurado formalmente como proprietárias de empresas, apesar de não apresentarem relação aparente com a gestão dos negócios.

Durante as buscas, foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie sem comprovação de origem, joias, celulares e computadores. O material passará por análise técnica para rastrear movimentações financeiras e identificar eventuais novos envolvidos.

A abertura da investigação não representa condenação. Os investigados têm direito à defesa, e as responsabilidades ainda serão analisadas no decorrer da apuração.