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Currais Novos

Mulher suspeita de participar de “golpe do falso CEO” que desviou quase R$ 1 milhão é presa no RN

Segundo a Polícia Civil, esquema envolvia fraude eletrônica com uso de falso executivo para induzir transferências via Pix
Redação
02/07/2026 | 15:07

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, nesta quinta-feira 2, uma mulher de 37 anos suspeita de envolvimento em um esquema de estelionato eletrônico que teria causado um prejuízo de quase R$ 1 milhão em Currais Novos, na região Seridó.

A ação fez parte da operação “Cavalo de Tróia”, que cumpriu um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão contra a investigada.

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Mulher é presa suspeita de golpe de quase R$ 1 milhão em Currais Novos - Foto: Divulgação / PCRN

De acordo com as investigações, o caso envolve uma fraude conhecida como “Business E-mail Compromise” (BEC), também chamada de “golpe do falso CEO”. Nesse tipo de crime, os suspeitos se passam por executivos de empresas para enganar funcionários e induzir transferências bancárias.

Segundo a Polícia Civil, um criminoso utilizou um perfil falso no aplicativo Microsoft Teams, se passando pelo diretor-presidente de uma empresa, e entrou em contato com uma funcionária. Ele a induziu a realizar quatro transferências via Pix, que somaram quase R$ 1 milhão.

Os valores foram enviados para uma conta bancária vinculada à mulher presa na operação.

A fraude foi descoberta no dia 8 de maio de 2026, quando o golpista voltou a solicitar novos pagamentos. Ao verificar a mensagem, a vítima constatou que o perfil não pertencia ao verdadeiro diretor da empresa.

Durante a operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, além de medidas de quebra de sigilo bancário e telemático. O objetivo foi reunir provas digitais e identificar outros envolvidos no esquema.

A mulher foi levada à delegacia e, em seguida, encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo criminoso.

A corporação reforçou ainda a orientação para que empresas e cidadãos confirmem, por canais oficiais, qualquer solicitação de transferência recebida por aplicativos ou plataformas corporativas. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 181.