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Eleições

Fecomércio define datas de sabatinas com candidatos ao Governo do Estado

Entidade fará encontros com Allyson Bezerra, Álvaro Dias e Cadu Xavier no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa para ouvir propostas e cobrar compromisso com desenvolvimento
Redação
11/08/2026 | 05:00

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN) definiu as datas das sabatinas com os três candidatos ao Governo do Estado mais bem colocados nas pesquisas eleitorais. Allyson Bezerra (União) participará no dia 17 de agosto; Álvaro Dias (PL), no dia 18; e Cadu Xavier (PT), no dia 19. A ordem foi estabelecida por sorteio.

Os encontros serão realizados individualmente no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa, em Natal, e integram o projeto RN em Foco 2027–2030. Segundo a Fecomércio RN, a iniciativa pretende promover um diálogo institucional, técnico e apartidário sobre os desafios econômicos do Estado e as medidas que deverão ser adotadas pelo próximo governo.

Marcelo Queiroz Fecomercio (3)
Pres. da Fecomércio, Marcelo Queiroz - Foto: José Aldenir

Durante as sabatinas, a Fecomércio entregará aos candidatos um documento com propostas e recomendações para o desenvolvimento da economia potiguar. A agenda foi elaborada com base em diagnóstico técnico, dados de mercado e pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio RN, que ouviu mais de 1.600 empresários e representantes de empresas em 20 cidades do Estado.

Além de apresentarem suas plataformas, os candidatos serão questionados sobre as medidas que pretendem executar, os prazos para colocá-las em prática e os recursos necessários. A situação fiscal e financeira do Governo do Estado deverá ocupar espaço central nas discussões, diante das dificuldades para equilibrar as contas públicas e honrar compromissos.

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, já havia alertado que o próximo governador poderá precisar adotar decisões impopulares nos primeiros meses do mandato para reorganizar as finanças estaduais. “A gente espera que o próximo governador, logo que ganhar a eleição, possa fazer um trabalho para entrar com medidas, talvez até medidas mais duras no início do ano”, afirmou.

O turismo também terá uma parte específica na programação. Entre os assuntos previstos, estão a atração de novos investimentos, a ampliação do parque hoteleiro e as dificuldades enfrentadas por empresários para obter licenças, especialmente para empreendimentos na Via Costeira de Natal.

Segundo Queiroz, o setor hoteleiro potiguar permaneceu praticamente estagnado nas últimas duas décadas, enquanto destinos concorrentes receberam novos projetos. A Fecomércio defende que desenvolvimento econômico e preservação ambiental sejam conciliados, com maior segurança jurídica para os investidores.

A entidade ressalta que as sabatinas não representam apoio a nenhuma candidatura. A proposta é apresentar aos concorrentes as demandas do setor produtivo e permitir que os empresários comparem as soluções defendidas por cada um para os principais problemas econômicos do RN.

A situação fiscal do Rio Grande do Norte e as dificuldades para o licenciamento de novos empreendimentos estarão entre os principais temas apresentados aos candidatos durante as sabatinas da Fecomércio RN. O presidente da entidade, Marcelo Queiroz, destaca que o próximo governador encontrará contas públicas pressionadas e poderá precisar adotar medidas mais duras no início do mandato para reorganizar as finanças estaduais.

“Nós sabemos que o Rio Grande do Norte hoje enfrenta um desafio muito grande na parte fiscal e financeira, com contas a pagar e algumas dificuldades”, afirmou Queiroz. Segundo ele, o candidato eleito deverá começar a planejar as providências ainda durante a transição. “A gente espera que o próximo governador, logo que ganhar a eleição, possa fazer um trabalho para entrar com medidas, talvez até medidas mais duras no início do ano”, acrescentou.

Outro ponto que deverá ser cobrado dos candidatos é a redução dos obstáculos enfrentados pelo setor produtivo para obter licenças. A preocupação é maior na atividade turística, que, conforme a Fecomércio, perdeu espaço para destinos concorrentes devido à demora e à insegurança na aprovação de novos projetos.