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Zema propõe lista tríplice para escolha dos ministros do Supremo

Por O Correio de Hoje
07/08/2026 | 18:18

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, afirmou nesta quinta-feira 6 que pretende mudar o processo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito. A proposta é substituir a indicação direta pelo presidente por uma lista tríplice elaborada com a participação de instituições públicas.

Em entrevista ao g1 e à GloboNews, Zema defendeu que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Ministério Público Federal (MPF) e o Senado contribuam para a formação da lista.

Romeu Zema propõe lista tríplice para escolha de ministros do STF e quer retirar do presidente o poder de indicação direta.
Ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema durante entrevista à GloboNews Foto: GloboNews/Reprodução

“Eu gostaria muito que nós já fizéssemos essa mudança, que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o Superior Tribunal de Justiça, o Ministério Público Federal e o Senado colaborassem na elaboração dessa lista (tríplice para o STF)”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Quero tirar do presidente esse poder de nomear até irmão (ao STF)”.

Pelas regras atuais, estabelecidas na Constituição Federal, cabe ao presidente da República indicar os ministros do Supremo. O nome escolhido precisa passar por sabatina e receber a aprovação do plenário do Senado.

Zema também questionou a conduta de integrantes da Corte, mas não citou nomes nem especificou quais decisões motivaram as críticas. “Será o que alguns ministros do Supremo fizeram foi republicano? Na minha opinião, o que eles fizeram depõe contra o STF e contra o Brasil”, afirmou.

Durante a entrevista, o presidenciável também foi questionado sobre a Operação Rejeito, deflagrada em junho. A investigação apura a atuação de empresários e servidores de órgãos ambientais suspeitos de participar de um esquema ilegal de mineração em áreas protegidas de Minas Gerais.

O ex-governador negou que sua gestão tenha falhado na fiscalização e defendeu a investigação dos agentes públicos acusados de corrupção. Segundo Zema, entre aproximadamente 300 mil servidores estaduais, “sempre tem alguém que pode estar fazendo alguma coisa errada”.