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Investigação

PF apura possível superfaturamento de R$ 3,4 milhões em kits de robótica

Operação Robótica apura possíveis fraudes em compras para rede municipal de ensino e aponta prejuízo estimado de R$ 3,4 milhões com recursos do Fundef e Fundeb
Por O Correio de Hoje
24/07/2026 | 16:38

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira 23 a Operação Robótica para investigar possíveis irregularidades em um contrato de R$ 8,8 milhões destinado à compra de kits de robótica e livros para alunos da rede municipal. As análises apontam superfaturamento estimado em R$ 3,4 milhões, envolvendo recursos dos precatórios do Fundef e repasses do Fundeb.

Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Serrinha (BA) e Recife. A operação é um desdobramento da apuração iniciada em abril de 2022 sobre contratos firmados por 43 municípios. A PF identificou indícios de direcionamento de licitações, simulação de pesquisas de preços e compras realizadas por valores até 420% superiores à média de mercado. Também foram constatadas aquisições acima da demanda, como a de uma prefeitura com 1.857 alunos que comprou oito mil kits.

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PF investiga suspeita de fraude em compra de kits de robótica Operação apura contrato de R$ 8,8 milhões com possível superfaturamento de R$ 3,4 milhões

A investigação alcançou Luciano Cavalcante, então assessor do deputado Arthur Lira (PP-AL), após a análise de movimentações financeiras suspeitas e de uma rede que teria sido usada para movimentar recursos ilícitos. Anotações apreendidas mencionavam pagamentos de cerca de R$ 265 mil a “Arthur”, conforme revelou a revista Piauí. Cavalcante negou participação no esquema, enquanto Lira afirmou que seus recursos têm origem na atividade agropecuária e no salário parlamentar.

Lira declarou ainda que as irregularidades investigadas não possuem vínculo com ele. Em 2023, o ministro Gilmar Mendes arquivou a apuração contra o parlamentar por entender que o caso deveria ter tramitado desde o início no Supremo Tribunal Federal, devido ao foro privilegiado. O deputado também ressaltou que o Ministério Público Federal arquivou o inquérito civil em 2025 e que houve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

Além do superfaturamento, a PF apura a ausência de entrega de parte dos produtos, desvio de recursos e uso dos kits para finalidade diferente da prevista. Os investigados poderão responder por associação criminosa, fraude e frustração de licitação, além de peculato-desvio.