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Eleições 2026

Rafael admite resistência do PT e diz que divergência foi superada

Candidato ao Senado cita o voto pelo impeachment de Dilma, a disputa de 2022 e os embates com Natália Bonavides entre os antecedentes da tensão
Agora RN
24/09/2026 | 23:46

O candidato ao Senado Rafael Motta (PDT) reconheceu que enfrentou resistência de setores do PT ao integrar a chapa governista no Rio Grande do Norte. Em entrevista nesta quinta-feira 24, ele afirmou que a definição da aliança encerrou as divergências.

Rafael disputa uma das duas vagas ao Senado na chapa que apoia Cadu Xavier (PT) para o Governo do Estado. A outra candidata ao Senado do grupo é a vereadora Samanda Alves (PT).

Homem de camisa azul-clara fala ao microfone durante entrevista
Rafael Motta afirma que as divergências com setores do PT foram superadas na formação da chapa governista — José Aldenir/Agora RN

“O PT é um partido muito grande, muito orgânico. Existem correntes internas que, muitas vezes, não se entendem”, afirmou. “Quando o partido entra numa decisão e resolve democraticamente o caminho a percorrer, abaixam-se as armas e caminha-se junto.”

Entre os antecedentes da resistência está o voto de Rafael pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. Na época deputado federal, ele integrava o PSB, partido que fazia oposição ao governo Dilma.

Na entrevista, Rafael classificou a decisão como um erro. “Eu acho que foi um equívoco naquele momento”, declarou. Questionado se se arrepende, respondeu: “Com toda certeza.”

Em 2022, Rafael concorreu ao Senado pelo PSB em uma disputa que também teve Jean-Paul Prates como candidato. A vaga foi vencida por Rogério Marinho (PL). Neste ano, Jean-Paul integra a chapa de Rafael como primeiro suplente.

Outro ponto lembrado por setores petistas é a eleição municipal de Natal, em 2024. Rafael disputou a Prefeitura e teve embates políticos com a deputada federal Natália Bonavides (PT), hoje candidata à reeleição.

Desgaste recente

A tensão ganhou contornos públicos em julho, durante a inauguração do Túnel Major Sales, em Luís Gomes. Rafael chegou a ficar fora do palco principal e só subiu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva interromper uma fala para chamá-lo.

Lula afirmou ao microfone que o candidato ao Senado estava fora porque haviam esquecido de levá-lo para a área reservada às autoridades. O episódio ocorreu enquanto a presença de Rafael no palanque ligado ao presidente ainda era questionada por parte da base petista.

Rafael afirmou ter “grande admiração” por Natália e pelo deputado federal Fernando Mineiro (PT). Ele também defendeu o crescimento da bancada de PT, PCdoB e PV na Câmara dos Deputados.